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SÃO PAULO – Mais da metade do preço do iPad, tablet da Apple, comprado pelos brasileiros vai para os cofres públicos, revelou o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Do preço final oferecido aos consumidores, os tributos cobrados ficam em 54,67%.
O que mais pesa é o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que tem um peso de 20% sobre o preço final do produto.
O ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) representa 18% do valor final, enquanto a Cofins tem uma participação de 7,6% e o PIS, de 1,65%. Outros tributos são responsáveis por 7,42%.
O mais tributado
O tablet é o aparelho eletrônico mais tributado. No caso de um aparelho de MP3 ou iPod, os impostos, taxas e contribuições recolhidos atingem 49,45%. Um aparelho de som comum, no entanto, tem a tributação de 36,80%.
No caso dos computadores, incluindo notebooks, aqueles com valor abaixo de R$ 3 mil têm uma tributação de 24,30%, mas que sobe a 36,61% do preço final se o aparelho custar mais de R$ 3 mil.
O telefone celular, por sua vez, tem 39,80% de seu preço final direcionado aos cofres públicos.
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iPad no Brasil
O valor final do iPad pode se reduzir porque a empresa taiwanesa de tecnologia Foxconn, que monta equipamentos eletrônicos de marcas como Apple, Sony, HP e Dell, deverá investir US$ 12 bilhões no Brasil em até seis anos e montará o tablet por aqui já a partir de novembro.
A empresa vai investir na construção de uma “cidade inteligente” para instalar a fábrica e os funcionários da empresa. A previsão fornecida pela Foxconn é que o projeto crie 100 mil empregos diretos e, entre estes, pelo menos 20 mil sejam para engenheiros.
O presidente da Foxconn esteve pessoalmente em Pequim, onde se encontrou com a presidente brasileira Dilma Rousseff e condicionou os investimentos a algumas contrapartidas do Brasil, sobretudo investimentos em infraestrutura.