EDP Brasil (ENBR3) fará baixa contábil de R$ 1,2 bilhão relacionada à usina térmica de Pecém

Impairment foi em função do cancelamento do leilão de reserva de capacidade na modalidade de potência que estava previsto para acontecer no final de 2022

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(Divulgação EDP Energia)
(Divulgação EDP Energia)

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A EDP Energias do Brasil (ENBR3) informou nesta quinta-feira (26) que reconhecerá uma redução do valor contábil de ativos (impairment) de R$ 1,2 bilhão devido ao cancelamento do leilão de reserva de capacidade na modalidade de potência que estava previsto para acontecer no final de 2022, que levou à perda da janela mais adequada para renovação dos contratos da subsidiária Porto do Pecém Geração de Energia.

A elétrica disse que, apesar desse fato, não haverá impactos em sua geração de caixa prevista até julho de 2027, no pagamento de dívidas ou obrigações financeiras (covenants), e no atendimento de sua política de dividendos.

A empresa destacou ainda que 2022 foi o primeiro ano em que a usina poderia participar desse leilão e que, por isso, considerou estas premissas no teste de imparidade.

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“Vários cenários foram analisados, dentre os quais a probabilidade de haver ou não novos leilões e seus respectivos impactos”, disse.

A Pecém é uma usina térmica movida a carvão mineral, com capacidade instalada de 720 megawatts (MW), com contratos de energia por disponibilidade vigentes até julho de 2027 e autorização para geração até janeiro de 2044.

“A companhia registrou um desempenho operacional muito positivo no ano de 2022 com disponibilidade média de 98%, a maior desde sua entrada em operação, resultando em um resultado econômico positivo com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) nos primeiros nove meses de 2022 de R$ 446 milhões”, diz comunicado.

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Felipe Moreira
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