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Em dia de provável liquidez reduzida, com as bolsas de Nova York fechadas por conta do feriado de Martin Luther King, o Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira (16).
Em destaque na agenda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vão representar o Brasil no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que começa hoje, enquanto no exterior o otimismo com balanços corporativos e a reabertura da China ganham força.
Haddad tem encontro com Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), seguido de reunião com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn.
No cenário local, o presidente Lula se encontra com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, no Palácio do Planalto. O compromisso, marcado para as 15 horas, ocorre no momento em que o governo discute o que fará com o valor do salário mínimo – se ele será ou não reajustado de R$ 1.302 para R$ 1.320.
Enquanto isso, a expectativa para a inflação dos analistas do mercado financeiro continua em tendência de alta, segundo projeções divulgadas nesta segunda pelo Relatório Focus, do Banco Central.
A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 2023 (de 5,36% para 5,39%). A inflação de 2024 foi mantida em 3,70%, mas a de 2025 avançou de 3,30% para 3,50% e a de 2026 foi de 3,20% para 3,22%.
A previsão da taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) foi mantida em 12,25% para este ano, enquanto da 2024 permaneceu em 9,25% e a 2025 subiu de 8,0% para 8,25%
Ibovespa hoje: confira o movimento do mercado ao vivo nesta segunda-feira
Às 9h10 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro para fevereiro operava com baixa de 0,51%, aos 111.430 pontos.
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Nos EUA, os índices futuros operam em baixa nesta manhã de segunda, depois que o S&P e o Nasdaq subiram pela segunda semana consecutiva e registraram o melhor desempenho semanal desde novembro.
Nesta manhã, Dow Jones Futuro caía 0,10%, S&P Futuro recuava 0,17% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,32%.
Dólar
O dólar comercial operava com alta de 0,17%, cotado a R$ 5,114 na compra e 5,115 na venda, após a divisa norte-americana fechar a semana com baixa de 2,3% em relação ao real. Já o dólar futuro para janeiro tinha alta de 0,19%, a R$ 5,125.
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No mercado de juros, os contratos futuros operam com alta em todas as pontas, revertendo a tendência de baixa registrada na semana passada. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com alta de 0,08 pp, a 13,52%; DIF25, +0,07 pp, a 12,49%; DIF26, +0,08 pp, a 12,32%; DIF27, +0,06 pp, a 12,28%; DIF28, +0,02 pp, a 12,26%; e DIF29, +0,04 pp, a 12,35%.
Exterior
Os mercados europeus operam em alta nesta segunda-feira (16), com investidores atentos ao Fórum Econômico mundial em Davos e a repercussão do arrefecimento da inflação nos EUA na semana passada.
O encontro deste ano ocorre em meio a uma crise de custo de vida para muitos países, e alguns líderes não comparecerão à reunião anual porque as crises continuam em casa. O chanceler alemão Olaf Scholz é o único líder do Grupo dos Sete (G-7) definido para participar do fórum este ano.
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Ásia
Os mercados asiáticos fecharam no azul, com exceção do Nikkei, do Japão, repercutindo expectativas de desaceleração da inflação nos EUA, elevando o otimismo dos investidores na região.
Já em indicadores, os preços das casas na China caíram 1,5% em dezembro em todo o país em uma base anualizada. Os preços das casas caíram 0,25% em dezembro na comparação mensal, mesma taxa de queda observada em novembro. Os preços das casas existentes tiveram uma queda de 0,48% em comparação com o ano anterior, um pouco mais rápido do que o declínio de 0,44% em novembro.
Enquanto isso, os preços ao produtor do Japão subiram 10,2% em dezembro em comparação com o ano anterior. O desempenho foi superior ao aumento de 9,5% esperado por economistas consultados pela Reuters e marcou o terceiro aumento consecutivo nas leituras mensais.
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Os preços do minério de ferro na China operam em forte baixa, com relato de um aumento de quase 60 mil mortes por Covid desde o fim das restrições no mês passado.
As cotações do petróleo recuam segunda-feira, mas permanecem perto dos níveis mais altos desde o início do ano, devido ao otimismo de que a reabertura da economia chinesa aumentará a demanda por combustível no maior importador mundial de petróleo.
O tráfego na segunda maior economia do mundo continua a se recuperar após o relaxamento das restrições ao Covid-19, resultando em uma demanda mais forte por petróleo e derivados, disseram analistas do ANZ à CNBC.