Publicidade
SÃO PAULO – Depois de subir pela terceira vez seguida, a taxa de juro do cheque especial atingiu, em janeiro deste ano, o maior patamar desde dezembro de 2008.
Dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Banco Central, mostraram que, em janeiro, a taxa de juro da modalidade ficou em 8,72% ao mês (172,60% ao ano).
Esta taxa só não é maior do que a de dezembro de 2008, quando aqueles que entravam no cheque especial pagavam uma média de 8,79% ao mês (174,90% ao ano).
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
É importante lembrar que as taxas desta modalidade variam – e muito – de banco para banco, o que faz com que o gasto com juros seja muito diferente no uso do cheque especial.
Descontrole
Mesmo com os altos juros e havendo outras alternativas disponíveis, uma parcela grande dos brasileiros ainda usa o cheque especial para fechar as contas ao final do mês.
Muitos deles consideram o limite do cheque especial parte de sua renda, o que pode acabar levando ao descontrole e, consequentemente, à inadimplência.
Continua depois da publicidade
Especialistas salientam que as menores taxas costumam estar disponíveis para clientes de alta renda. Mesmo assim, só se deve recorrer ao cheque especial quando não houver outra saída.
Saindo das dívidas
Para quem já possui dívidas no cheque especial, o empréstimo consignado ou crédito pessoal podem ser formas de “trocar a dívida cara por uma mais barata”, com taxa de juros menores.
Quem fizer essa opção deve analisar com atenção o contrato feito com o banco e o valor da taxa cobrada pelo empréstimo.
Continua depois da publicidade
Outra forma de evitar novos problemas é pedir que a instituição cancele essa linha de crédito, encerrando o limite do cheque especial. Para isso, porém, é necessário que o cliente negocie seus débitos atuais com a instituição financeira.