Bitcoin de US$ 47 mil a US$ 15 mil: relembre os fatos que fizeram a criptomoeda desabar em 2022

Ano de bitcoiners começou com frustração por preço não alcançar US$ 100 mil, e termina com forte queda na casa dos 70%

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O Bitcoin abriu 2022 em baixa após ter atingido seu maior valor na história dois meses antes, e, desde ali, já tinha a desconfiança de investidores após ter frustrado quem nutria expectativa por uma disparada para US$ 100 mil no final de 2021.

Ainda assim, poucos esperavam que aqueles US$ 47 mil de 1º de janeiro, menos da metade do preço-alvo de muita gente, seriam uma fortuna comparados às mínimas que a moeda digital viria a bater ao longo do ano.

O primeiro baque veio em fevereiro, quando a eclosão do conflito na Ucrânia abalou os mercados e levou o Bitcoin para o patamar de US$ 43 mil. Em 7 de março, ainda sob efeitos da primeira guerra na Europa neste século, a moeda digital ganhava adeptos entre russos que tentavam driblar a desvalorização do rublo.

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Mas, não foi suficiente para evitar mais quedas. Àquela altura, o BTC já era negociado a US$ 38 mil.

Como um presságio do que viria a acontecer dias depois, especialistas adotaram cautela ao comemorar, em 28 de março, a disparada da moeda para US$ 48 mil – preço que viria a ser a máxima do ano.

“Eu acho que ainda está longe de a gente poder cravar que a volatilidade ficou para trás, que agora é tudo para cima. Como sempre, o mercado cripto é volátil por natureza. Então tem vários fatores  tanto do cenário macro como no próprio mecanismo de funcionamento do mercado que podem eventualmente postergar um pouco”, frisou Safiri Félix, da Transfero, em entrevista ao Cripto+ na ocasião.

Em 12 de abril, quando o Bitcoin já rondava os US$ 40 mil, o trader Vinícius Terranova alertou que a criptomoeda estava sendo negociado em uma zona perigosa, que poderia representar uma forte queda.

“Se a gente romper essa nuvem para baixo é problema”, alertou na época, em menção ao indicador técnico chamado Nuvem de Tenkan. “Toda vez que cruzamos a nuvem no [gráfico] semanal, temos movimentos impulsivos muito fortes”.

Como previu Félix, justamente um fator interno do mercado levou os preços dos ativos digitais para o buraco. Em maio, a morte das criptomoedas LUNA e UST criou o catalisador que fez o Bitcoin despencar para menos de US$ 30 mil. Esse valor, no entanto, ainda seria o dobro do que a moeda digital alcançaria em novembro.

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No vídeo acima, relembre essas e outras crises que marcaram o ano do Bitcoin e das criptomoedas, como a derrocada do hedge fund Three Arrows Capital e a falência da FTX – fatos que, somados, ajudam a contar a história da derrocada da classe de ativos em 2022.

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Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)