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Dina Boluarte, a nova presidente do Peru, que assumiu o poder na quarta-feira (7) após uma tentativa fracassada de golpe de estado, admitiu em entrevista que não descarta a possibilidade de marcar novas eleições gerais, “se situação se justificar”.
“Quando fui empossada há dois dias, foi feito até 2026; Porém, se a sociedade e se a situação assim o justificar, avançamos as eleições”, disse a presidente, segundo o jornal La Republica.
Já o ex-presidente Pedro Castillo teve decretada prisão preventiva pelo Tribunal Supremo de Instrução Preparatória até a próxima terça-feira (13). Ele é investigado pelos crimes de rebelião e conspiração contra os poderes do Estado e a ordem constitucional.
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Ele está detido na Direção de Operações Especiais (Diroes) da Polícia Nacional. Ele já foi interrogada pela procuradora nacional, Patrícia Benavides Vargas, e declarou, segundo fontes do Ministério Público, que só emitiu a mensagem à Nação. Segundo ele, diante da renúncia de seus ministros de Estado, não emitiu nenhum documento ou projeto de decreto legislativo que colocasse em vigor seu anúncio de fechar o Congresso e reorganizar as instituições da Justiça.
Os advogados de Castillo afirmam exatamente que os atos praticados pelo ex-presidente se limitaram à leitura de uma declaração pública e que isso não tem nada a ver com a tipificação do crime de rebelião presente no Código Penal. Este crime é descrito como “pegar em armas” para mudar a forma de governo, depor o governo legalmente eleito ou suprimir ou modificar o regime constitucional. Os advogados enfatizaram que Castillo não pegou em armas