Despesa em 2023 não pode ser menor que em 2022, mas exige reformas, diz Haddad

Cotado para o Ministério da Fazenda de Lula, Haddad disse que PEC é uma "solução política" e que o governo eleito buscou o conceito de "neutralidade fiscal”

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BRASÍLIA – A despesa do governo federal como proporção do PIB em 2023 não pode ser menor do que a deste ano, mas exige providências como uma reforma tributária e um novo arcabouço fiscal, disse nesta quinta-feira o ex-ministro Fernando Haddad, que atua como interlocutor do grupo de trabalho de Economia na transição de governo.

Em entrevista a jornalistas em Brasília, Haddad celebrou a aprovação da PEC da Transição no Senado, afirmando que o texto é uma solução política e que o governo eleito buscou o “conceito de neutralidade fiscal”.

“A despesa como proporção do PIB em 2023 não pode ser menor que a de 2022, para que você não chegue em dezembro do ano que vem com os problemas que você está enfrentando esse ano. Ah, mas vai exigir providencias. Vai, vai exigir reforma tributária, vai exigir um novo arcabouço fiscal, vai exigir uma série de coisas que estão na agenda do próximo governo”, disse.