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Autor:Glenda Ferreira, Economista e Planejadora Financeira da Levante!
Se alguém te falasse que em pouco mais de um ano a Selic iria de 14% para os atuais 6,5%, você acreditaria?
Difícil cravar um número com uma diferença tão grande, não é mesmo?
Oportunidade com segurança!
Se até as previsões do próprio mercado financeiro eram revisadas diante de acontecimentos não esperados no decorrer do tempo…
Mas (somente) agora é mais fácil reconhecer a trajetória – olhando após todo o movimento ter ocorrido. E mais natural dizer que esse deveria ser mesmo o curso de cortes tomado pelo Banco Central.
Todos os fatos são muito mais simples de serem analisados e justificados depois que já passaram.
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Quem se antecipou e diversificou seus investimentos, já está colhendo frutos e ganhando dinheiro, ainda que a mamata dos 1% ao mês sem muito esforço esteja cada vez mais difícil de ser atingida.
E daqui para frente?
Quais serão as próximas decisões do Banco Central em relação à Selic? (Entre nós: ninguém realmente sabe). O que sabemos é que os juros em um patamar mais baixo, do que estávamos acostumados, vieram para ficar.
Por isso, você já deve estar insatisfeito com os rendimentos atuais da poupança e até mesmo com alguns títulos em renda fixa.
Nesse momento, você tem duas opções: não fazer nada ou começar a mudar a forma que lida a sua carteira de investimentos.
O importante é não ficar fora das oportunidades de ganhos melhores ou chegar tarde demais.
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Veja alguns motivos do porquê dar o primeiro passo e fugir da poupança no atual cenário.
1- Rendimento baixo
O retorno da poupança esse ano (de janeiro a abril) está em mirrados 1,6%. Isso porque, quando a Selic fica abaixo de 8,5%, como agora, a poupança rende 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR), que é próxima a zero.
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Ou seja, rende 30% a menos do que a Selic.
Se você comparar com o Tesouro Selic, de cara já tem o ganho de 100% da Selic em uma alternativa conservadora e segura. (Isso sem considerar as demais opções em renda fixa.)
E mais, para que você receba a remuneração da poupança é necessário respeitar intervalos de um mês. Caso você não respeite esse período e saque ainda que alguns dias antes, você não recebe os ganhos do mês inteiro.
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2- Risco de crédito dos bancos
A poupança é um instrumento de captação dos bancos. Por essa razão, há o risco do crédito do banco.
Se você realiza um investimento contando com o apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobertura em eventuais problemas bancários, os produtos CDBs, LCs, LCIs, LCAs oferecem a mesma garantia que a poupança para valores até R$ 250 mil por CPF.
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3- Opções isentas de Imposto de Renda
Muitos investidores optam pela poupança pela facilidade e pela isenção da cobrança de Imposto de Renda.
Mas há outras opções isentas de impostos, como investimentos que são lastro de setores estratégicos para a economia, como imobiliário e agrícola. Por isso, o governo opta por não cobrar o imposto para promover e incentivar esses investimentos.
4- Outros investimentos estão em um momento ímpar
As empreses brasileiras estão aproveitando atual momento de maior demanda por papéis de crédito privado e queda do custo de captação no mercado de renda fixa para buscar o mercado local para emitirem títulos representativos de suas dívidas.
E os investidores ganham com mais uma possibilidade de aplicação. As emissões totais de títulos de crédito privado corporativo cresceram 54,8% no período, somando R$ 40 bilhões, segundo Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O Felipe Bevilacqua, que trabalha comigo na Levante, escreveu aqui sobre como o momento é propício para aproveitar a onda de crédito privado.
Uma chance de investir dentro da renda fixa com uma pequena dose de risco, mas com possibilidades de ganhos notáveis.
Com tantas desvantagens para a poupança, você está esperando o que para começar a diversificar os seus investimentos?