Publicidade
SÃO PAULO – Considerada um dos investimentos mais seguros devido ao baixo risco de crédito, a renda fixa é escolhida por aqueles que buscam investimentos mais conservadores e que têm como objetivo a reserva do patrimônio, uma evolução constante das aplicações e uma rentabilidade acima da inflação. É importante frisar que a última não é uma característica da renda fixa, mas é a forma como ela tem se comportado recentemente.
São diversas as opções de investimento neste ativo, com diferentes rentabilidades, datas de vencimento e características. Levando em consideração que cada investidor possui um perfil com necessidades e condições distintas, os assessores Fernanda Alves, da Praisce Capital, e Eduardo de Lucca, do Valor a Mais, listaram cinco dos principais pontos a serem analisados antes de você realizar qualquer investimento em renda fixa:
1- Tipos de remuneração
Oportunidade com segurança!
Ao investir na renda fixa o investidor precisa ter em mente que há três tipos de remuneração e que cada uma delas está atrelada a objetivos e prazos distintos. Prefixado, pós-fixado e aplicações que pagam uma taxa prefixada mais uma taxa pós – caso do Tesouro IPCA+, que remunera o investidor com o IPCA (parte pós-fixada) mais uma taxa pré definida no momento da compra.
Fernanda explica que os títulos prefixados não levam em consideração a variação das taxas de juros nem a inflação. O investidor já sabe quanto vai ganhar no momento da aplicação – desde que mantenha o título até seu vencimento.
Para quem quer manter o capital com um ganho acima da inflação o ideal é aplicar em títulos atrelados ao IPCA (Índice que mede a inflação oficial do país). Porém, ele alerta que este tipo de aplicação pode sofrer variações em suas taxas de rentabilidade: “Os prefixados e os IPCA+ podem trazer uma oportunidade ou um risco (de perda ou ganho de capital), já que sofrem variações do mercado”.
Continua depois da publicidade
Já os pós-fixados geralmente são indexados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou a taxa Selic, ou seja, tendem a subir ou cair de acordo com as oscilações da taxa.
2- Tendência dos juros
Fernanda explica que é fundamental que o investidor saiba se a tendência dos juros é de alta ou de queda, pois estas informações podem ajudá-lo a encontrar a melhor opção de investimento. “Hoje a tendência dos juros é de queda e por isso, os títulos prefixados ou atrelados à inflação são as melhores opções no longo prazo”, diz. E completa: “Aquilo que a gente conseguir congelar nas taxas atuais, será um bom investimento”.
3- Liquidez
Quando falamos em liquidez dos títulos estamos nos referindo à facilidade de converter o ativo em dinheiro, ou seja, à possibilidade de resgate do investimento antes da data de vencimento.
Fernanda explica que para encontrar a melhor opção, o investidor precisa determinar o motivo de seu investimento, assim como, o tempo que deixará o dinheiro aplicado. Você investe para retirar o dinheiro daqui a seis meses para uma viagem, aplica por dez anos para a educação de seus filhos, ou investe com um prazo superior a 20 anos para a sua aposentadoria?
Continua depois da publicidade
Quanto maior o prazo estipulado, melhores serão as taxas que o investidor conseguirá e consequentemente, melhor será a rentabilidade. “Quanto maior a carência, maior a rentabilidade”, explica Claudio. Para encontrar o título ideal nestas condições, Fernanda aconselha: “Se o objetivo for o investimento a longo prazo, o investidor precisa focar nas taxas e em qual título está pagando mais”.
Caso o objetivo seja retirar o dinheiro no curto prazo, opte por títulos com maior taxa de liquidez, como os títulos pós-fixados.
4- Perfil de risco
Continua depois da publicidade
O perfil de risco do investidor também é um dos fatores que devem ser considerados no momento de escolha do investimento, ou seja, se as atitudes serão conservadoras, moderadas ou arriscadas. Isso fará com que a carteira esteja adequada e em linha com os seus objetivos.
A renda fixa também tem seus riscos e é importante que o investidor os conheça. O risco de crédito (ou seja, o emissor ter problemas de solvência e não honrar com o pagamento da aplicação) é um deles. No caso dos títulos públicos este risco é muito baixo, já que eles são emitidos pelo governo federal, o melhor entre todos os credores. Já os títulos bancários como o CDB, LCI e LCA carregam o risco da própria instituição financeira. Uma das vantagens destas três aplicações é que elas são garantidas pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para investimentos de até R$ 250 mil por CPF e instituição. Então se você investir em um CDB de um banco menor e ele “quebrar”, o FGC garante aplicações até este valor limite.
Já os títulos emitidos por empresas, chamados de debêntures, têm um risco maior já que não contam com a garantia do FGC. Portanto, é importante conhecer a empresa e sua solidez antes de realizar uma aplicação deste tipo.
Continua depois da publicidade
Outro risco que o investidor deve conhecer é o de mercado. Aplicações prefixadas ou que pagam uma taxa pós mais uma taxa pré (caso do Tesouro IPCA+, por exemplo) têm risco de oscilação de preços. É importante saber que o investidor que leva o título até seu vencimento recebe todo o valor acordado no momento da compra, sem chance de perda. Já quem decide vender o título antes vai fazê-lo de acordo com o preço de mercado naquele momento e pode inclusive ter perda de parte do capital investido. Portanto, para os investidores conservadores, o ideal é sempre comprar estes títulos pensando em levar até o vencimento.
Já as aplicações pós-fixadas não têm uma oscilação de preço de mercado e são ideais para quem quer montar uma reserva de liquidez – aquele dinheiro destinado a emergências, que pode ser retirado da conta a qualquer momento.
Devido à importância de planos personalizados para cada investidor, Fernanda recomenda que os interessados recebam uma orientação adequada, permitindo que todas as necessidades sejam atendidas. Ela afirma também, que o investidor e seu assessor de investimentos devam estar em linha com os mesmos objetivos: “Não adianta nada eu oferecer um investimento que se encaixe nas necessidades do cliente, mas que ele não se sinta confortável”, conta.
Continua depois da publicidade
5- Rentabilidade
Observar o quanto paga determinado investimento é fundamental para definir prazos, objetivos e organizar o planejamento financeiro. É também por meio da rentabilidade que o investidor consegue medir se o título se aplica às suas necessidades, ou seja, se aquela viagem que planejou para o ano que vem será possível ou não. A taxa de rentabilidade atrelada aos prazos é importante para a escolha do título ideal, uma vez que pode interferir na quantia final recebida. Se a opção for por títulos prefixados, por exemplo, lembre-se que as taxas serão as mesmas, desde que você mantenha o título até o vencimento. Caso você opte por vender antes, tenha em mente que há a possibilidade de ganhar ou até perder dinheiro devido ao risco de mercado.