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SÃO PAULO – O peso da inadimplência para a formação do spread bancário – diferença entre a taxa paga pelos bancos para captar recursos e a aplicada para emprestá-los – aumentou no ano passado.
Os dados são do Banco Central e estão no Relatório da Economia Bancária 2009, divulgado nesta segunda-feira (29).
A inadimplência representava 32,16% do spread total no ano passado, enquanto em 2008 ela tinha uma participação de 31,23% entre os formados do spread.
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Formação dos spreads
A inadimplência está sempre atrás da margem bruta, erros e omissões, o principal formador do spread, que passou de uma representatividade de 52,02% em 2008 para 46,65% no ano seguinte.
Confira, abaixo, os principal formadores do spread em 2008 e em 2009:
| Decomposição do spread bancário prefixado | ||
|---|---|---|
| Item | 2008 | 2009 |
| Custo Administrativo | 11,50% | 15,77% |
| Inadimplência | 31,23% | 32,16% |
| Compulsório + subsídio cruzado | 1,48% | 1,65% |
| Encargos fiscais e FGC | 3,71% | 3,77% |
| Margem bruta, erros e omissões | 52,09% | 46,65% |
| Impostos diretos | 20,90% | 18,67% |
| Margem líquida, erros e omissões | 31,19% | 27,97% |
| Fonte: Banco Central | ||
Instituições
Entre os bancos públicos, a inadimplência é o principal formador do spread bancário, com participação de 40,26% em 2009, embora tenha registrado leve queda frente a 2008 (40,48%).
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Nessas instituições, a margem bruta, erros e omissões está em segundo lugar, com 36,26% em 2009, ante 37,01% em 2008. No caso dos bancos privados, a situação se inverte.
Isso porque a margem bruta, erros e omissões tem participação de 51,83% – queda frente a 2008 (58,05%) – e a inadimplência, de 28,12% – alta frente a 2008 (27,57%).