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Pergunta:
Tenho R$ 5 mil e pretendo investir mais R$ 500 a cada mês e retirar o valor daqui a um ano e meio. Qual o melhor investimento?
Leitor: Cláudia
Resposta de Sylvia Renata Nunes, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF:
Prezada Cláudia,
A melhor opção de investimento ou a adequada alocação de recursos deve levar em consideração alguns aspectos relevantes, como principais aspectos têm-se: prazo, liquidez, rentabilidade e risco.
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Prazo será definido em função do horizonte de tempo em que os recursos serão utilizados. No seu caso, o prazo é de 18 meses.
Liquidez define com que rapidez consegue-se ter acesso aos recursos. Por exemplo, uma pessoa que opte por uma aplicação de um CDB com liquidez diária, a qualquer momento poderá solicitar o resgate e os recursos serão creditados em sua conta corrente no mesmo dia. Já se a liquidez contratada for de 120 dias, a pessoa só poderá solicitar o resgate após decorrido o período de 120 dias entre a data em que os recursos foram aplicados e o pedido de resgate.
A rentabilidade obtida através de uma aplicação terá relação direta com o nível de risco corrido pelo investidor, eles estão intimamente relacionados. Isto é, obter maior rentabilidade implica em correr mais riscos.
Uma aplicação em que os resultados sejam mais previsíveis e oscilem menos, como os fundos DI, tendem a remunerar menos no longo prazo do que aplicações com maiores oscilações como as aplicações em ações na bolsa de valores.
Avaliando especificamente o seu caso, a aplicação inicial sugerida seria a compra de LCI(letra de crédito imobiliário) ou LCA(letra de crédito agrário) que são opções de investimentos com baixo nível de risco, disponíveis em alguns bancos, com valores mínimos de aplicação que usualmente iniciam em R$3.000,00 (três mil reais).
Estas aplicações remuneram melhor caso não tenham liquidez diária e você poderá ficar sem liquidez diária por até 180dias. Adicionalmente, LCI’s e LCA’s são isentos de pagamento de imposto de renda para pessoas físicas, fato que faz com que a rentabilidade obtida seja melhor que a trazida por aplicações em fundos DI ou poupança.
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Em se tratando das aplicações mensais, em função do valor, a aplicação em LCI’s e LCA’s não será viável. Por isso, a sugestão seria a aplicação em um fundo DI. Em função do aumento da taxa de juros básica da economia para 10,5% ao ano, a rentabilidade apresentada por esses fundos, apesar da incidência de imposto de renda, é maior que a da poupança que tem isenção de imposto de renda.
Sylvia Renata Nunes é planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br
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Prezado Hildebrand,
Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade.
Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos…
Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento.
Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos.
Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes.
A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis.
Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações.
Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas.
E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você!
*Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF