Brasil deve pagar mais de R$ 1,2 trilhão em impostos neste ano

Segundo o Impostômetro, o valor é 10,3% maior que o registrado no ano passado, quando foram pagos mais de R$ 1,088 bi

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SÃO PAULO – O Brasil deve arrecadar 10,3% mais em tributos neste ano, na comparação com o total arrecadado em 2009. De acordo com o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, até o final do ano, mais de R$ 1,2 trilhão devem ser arrecadados.

Na comparação com 2006, primeiro ano completo de atividades da calculadora, o valor que deve ser arrecadado neste ano é 29,72% maior. Naquele ano, o Brasil arrecadou aproximadamente R$ 925 bilhões de tributos.

No ano passado, cerca de R$ 1,088 trilhão foram arrecadados em tributos. O número é 3,23% maior que o registrado um ano antes, em 2008, quando R$ 1,054 trilhão foram arrecadados, como mostra tabela abaixo:

Arrecadação tributária 
Ano    Arrecadação  
2005 * R$ 550 bilhões 
2006 R$ 816 bilhões
2007 R$ 925 bilhões 
2008 R$ 1,054 trilhão
2009 R$ 1,088 trilhão
2010 mais de R$ 1,2 trilhão (previsão) 

* Calculado a partir de abril, quando o Impostômetro foi lançado. 

O que pode ser feito?
Com os mais de R$ 1,2 trilhão que devem ser arrecadados neste ano, é possível pagar mais de 2,3 bilhões de salários mínimos, construir mais de 61 milhões de casas populares de 40 metros quadrados ou ainda comprar 6,3 bilhões de cestas básicas.

Também é possível comprar 50,6 milhões de carros populares. O dinheiro ainda permite comprar mais 1,265 bilhão de geladeiras simples e 506 milhões de TVs de plasma.

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R$ 1 trilhão
A marca de R$ 1 trilhão de impostos arrecadados pelos governos federal, estaduais e municipais será atingida com 49 dias de antecedência, segundo dados do Impostômetro da ACSP (Associação do Comércio de São Paulo).

O valor deve ser registrado às 12h30 do próximo dia 26 de outubro. No ano passado, o Impostômetro registrou R$ 1 trilhão no dia 14 de dezembro. Em 2008, a calculadora marcou o valor no dia 15 de dezembro.

Segundo o coordenador de estudos do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), Gilberto Luiz do Amaral, a arrecadação está crescendo 14% ao ano, em valores nominais. Se excluída a inflação, esse aumento fica próximo a 10%.