Tenho 27 anos e invisto para a aposentadoria; qual a melhor estratégia

Marcus Matos, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney

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Pergunta:

Tenho quase 27 anos, sou advogada, solteira, sem filhos, praticamente sem dívidas (estou terminando de pagar meu carro), e estou com dúvidas em relação aos meus investimentos.

Tenho cerca de R$ 27 mil investidos em ações da Ambev. É um capital que pretendo usar somente na minha aposentadoria.

Além disso, tenho previdência privada e pago cerca de R$ 200 por mês, isso desde os meus 24 ou 25 anos, e também é um dinheiro que não pretendo movimentar antes de completar uns 55 anos. Possuo também uma aplicação em um fundo no valor de R$ 4 mil.

Bem, pretendo investir R$ 180 por mês durante 2014, e gostaria de saber qual seria o melhor investimento no momento, já que a bolsa de valores anda tão instável e é evidente que diversos setores estão enfrentando crises horríveis.

Leitora: Danielen

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Resposta de Marcus Matos, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:

Cara Danielen,

Parabéns pelo fato de, mesmo sendo bastante nova e solteira, já se preocupar com sua aposentadoria. O fato de já ter um volume de recursos investidos para este fim e deste estar focado em renda variável, mercado que no longo prazo (no seu caso, quase 30 anos) tem grande tendência de apresentar melhor rentabilidade média, é muito positivo! Tenha em mente apenas que é saudável que seu investimento em ações seja feito de forma diversificada, evitando a concentração em poucas empresas.

Quanto ao seu investimento mensal, outras informações seriam necessárias para uma perfeita orientação. Exs: em quanto tempo você pretende resgatar este novo investimento mensal? Qual a forma atual de sua declaração de IR, completa ou simplificada? Se você faz declaração completa e não vê necessidade para resgate destes recursos em menos de 8 anos, certamente eu lhe indicaria para investi-los em PGBL, se possível em planos sem taxa de carregamento e no regime de tributação regressiva.

Sendo estes recursos para utilização no curto/médio prazos, e dado que estamos vivendo um ano de eleições, naturalmente complicado, neste momento a alocação com melhor relação risco x custo x retorno é investimento em LFTs, títulos públicos cuja rentabilidade acompanha a trajetória dos juros da Economia, através do Tesouro Direto.

Marcus Matos é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

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As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br

Prezado Hildebrand, 

Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 

 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos… 

 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento. 

 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos. 

 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes. 

 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis. 

 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações. 

 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas. 

 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você! 

 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF