Quero comprar uma casa e me casar e estou insatisfeita com a poupança; onde investir?

Anderson G. Peres, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF, responde a pergunta de leitora do InfoMoney

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Pergunta:

Eu e meu namorado estamos investindo juntos cerca de R$ 300 por mês. Por enquanto este investimento está na poupança, no qual não estamos vendo muito retorno, acredito que o saldo esteja acima de R$ 1 mil. O objetivo deste investimento é para pagar a nossa casa e o nosso casamento, sendo que queremos casar daqui a 3 anos no máximo. Qual seria o melhor investimento?

Leitora: Nathalia

Oportunidade com segurança!

Resposta de Anderson G. Peres, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:

A poupança é uma das alternativas mais conservadoras que existe no Brasil para investir. O baixo risco que a aplicação apresenta compromete diretamente a expectativa de um retorno maior para seu investimento, pois existe uma relação direta entre risco e retorno. Ao considerar que há uma data estabelecida para utilização desse valor, entende-se que a aplicação deve ser em renda fixa, com um viés conservador.

Em busca de uma rentabilidade maior, respeita-se o prazo de 3 anos para utilização do capital investido. Para manter opadrão de risco baixo, a sugestão é procurar no seu banco um fundo de investimento de renda fixa de longo prazo. Geralmente os fundos dessa categoria permitem uma aplicação inicial de R$1.000,00, cobraram uma taxa de administração entre 1,0% a 1,5% ao ano e apresentam uma rentabilidade superior a 95% do DI enquanto a poupança remunera TR + 0,5%. Nesse fundo, há a opção de deixar a aplicação programada. Dessa forma, o investimento ocorre automaticamente na data de preferência.

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Ao projetar a rentabilidade futura para os próximos 3 anos em um fundo de renda fixa de longo prazo, com saldo inicial de R$1.000,00 e contribuições mensais de R$300,00, o saldo acumulado aproximado é de R$14.160,20. É importante avaliar se esse saldo será suficiente para realização do seu projeto. Caso haja necessidade de aumento do saldo, será necessário aumentar o valor pago mensalmente ou alongar o prazo de contribuição.

Anderson G. Peres é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br

Prezado Hildebrand, 

Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 

 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos… 

 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento. 

 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos. 

 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes. 

 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis. 

 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações. 

 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas. 

 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você! 

 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF