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SÃO PAULO – Os analistas do Itaú BBA participaram de um tour pela unidade da Fibria (FIBR3) em Jacareí, interior de São Paulo, e voltaram com uma impressão positiva da companhia. Além de atribuírem recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado), a equipe de análise estimou um preço-alvo de R$ 36,00 para o papel, totalizando assim um potencial de alta de 37,67% em relação ao fechamento do dia 17 de setembro.
A instituição financeira destaca que os preços da celulose devem registrar recuperação, com a chegada ao patamar de US$ 20 a tonelada, que os custos-caixa da empresa devem permanecer sob controle e que a Fibria reiterou sua preferência por um crescimento via consolidação.
Mesmo assim, os analistas explicam que a empresa, atualmente, não é capaz de remunerar seu custo de capital próprio, mostrando assim que os atuais preços de celulose não são sustentáveis para a indústria.
Celulose
Sobre o aumento nos preços da celulose, os analistas do Itaú BBA afirmam que os principais motivos para esse movimento são os baixos estoques dos produtores chineses de papel, uma demanda saudável e potenciais fechamentos de capacidade, por conta dos prejuízos de muitos participantes do mercado atualmente.
Fusões e Aquisições
A equipe de análise destaca que a companhia prefere manter seu crescimento através de fusões e aquisições e que a Fibria estuda, nesse momento, a possibilidade de expandir sua unidade de Três Lagoas. “A Fibria poderia financiar este projeto via geração de caixa livre (espera-se que seja gerado em torno de US$ 1 bilhão em dois anos), empréstimos do BNDES, agências de crédito para exportação e fornecedores de equipamentos”, escrevem os analistas.