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SÃO PAULO – Em relatório divulgado na última semana, o Credit Suisse recomenda a compra das ações da Cielo acreditando no peso do nome da empresa, seu desenvolvimento frente ao mercado interno enfraquecido e nos futuros rendimentos que ela poderá obter a partir da joint venture firmada com o Banco do Brasil.
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Mesmo com a expectativa do segundo trimestre deste ano apresentar um crescimento modesto e despesas operacionais de alto custo, estes dados poderão ser superados pela solida tendência de preço (por meio de alugueis de POS), forte receita pré-paga e boa contribuição oriunda da Cateno (joint venture com o Banco do Brasil).
“Esperamos que a gradual penetração de cartões no mercado brasileiro e a inflação irão ajudar a contrabalancear os aspectos negativos oriundos da diminuição das vendas do varejo”, explicam os analistas. “Além disso, acreditamos que depois da criação da joint venture com o Banco do Brasil, outras parcerias poderão surgir com bancos como a Caixa Econômica Federal e Bradesco. Esses acordos poderão tornar a Cielo cada vez mais exposta ao negócio de cartões de emissão, diversificando ainda mais o seu fluxo de receita e tornando-se gradualmente mais protegida contra pressões regulatórias e concorrenciais”, completam.
A expectativa é que a receita líquida da empresa atinja os R$ 870 milhões, uma alta de 9% frente ao ano interior, com um ajuste de ganhos totalizando R$ 933 milhões.
Com uma performance alta, é justificável um preço mais elevado das ações da empresa. Por isso, o banco alterou o preço-alvo das ações de R$ 44 para R$ 50. “Acreditamos que a diferença de valor da Cielo frente a outros grandes nomes ainda mais caros e sua resiliência frente ao atual cenário econômico justifica o valor da ação”, diz o Credit Suisse.
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Os analistas acreditam ainda que o perfil e lucros sólidos de alta qualidade da empresa fazem com suas ações passem a ser taxadas como premium. “O potencial de upside, bem como as incertezas no cenário macro que arriscam empresas maiores deixa-nos confortáveis sobre a nossa posição positiva sobre Cielo”, concluem.
O banco espera que o segundo semestre apresente um crescimento de 8% na indústria de cartão de créditos, sendo 4% da Cielo, com uma expansão que pode chegar a 10% na indústria e 6% na Cielo nos próximos trimestres.
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