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SÃO PAULO – Após registrar alta em maio, o número de queixas contra os bancos voltou a cair em junho. De acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central na última quinta-feira (16), as reclamações registraram recuo de 18,55%.
Ao todo, foram 610 casos em junho, considerando as instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 749 registrados um mês antes.
Frente ao mesmo mês de 2009, o número de reclamações contra bancos também foi menor. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias registraram queda de 25,88%, já que naquele mês o total de reclamações somou 823.
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Itaú lidera
No sexto mês do ano, a liderança do ranking ficou com o banco Itaú, cujo índice de reclamações foi de 0,71 a cada 100 mil pessoas. Na sequência vieram Banco do Brasil, Bradesco, HSBC e Santander.
Na tabela abaixo é possível verificar o índice de reclamações de maio e junho deste ano, além de junho de 2009, para os cinco primeiros colocados, bem como a principal reclamação:
| Instituição | Índice Junho de 2009 |
Índice Maio de 2010 |
Índice Junho de 2010 |
Principal reclamação em Junho/2010 |
| Itaú | 1,30 | 0,35 |
0,71 |
Conta – Débitos não autorizados (18%) |
| Banco do Brasil | 0,92 | 1,08 | 0,69 | Conta – Débitos não autorizados (16,2%) |
| Bradesco | 0,37 | 0,42 | 0,40 | Conta – Débitos não autorizados (18,20%) |
| HSBC | 0,90 | 0,42 | 0,40 | Restrição aos canais de atend. convencionais (21,4%) |
| Santander | 0,36 | 0,36 | 0,26 |
Conta – Débitos não autorizados (27,7%) |
(*) Calculado como sendo o número de reclamações válidas dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100.000
Fonte: Banco Central
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BC tem autoridade para punir
O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.
As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.