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SÃO PAULO – O investimento em previdência privada tem crescido no Brasil. Últimos dados da Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida) mostram que, entre janeiro e outubro do ano passado, a captação do mercado subiu 18,1%.
E a tendência é de mais crescimento em 2010. Isso porque, de acordo com o diretor-executivo do Itaú Vida e Previdência, Osvaldo do Nascimento, a ideia de que dá para viver dos juros não existe mais, o que significa que, com a expectativa de queda da Selic no longo prazo, as pessoas vão ter de buscar alternativas na acumulação de recursos para o futuro, que não seja a renda fixa.
“As pessoas vão ter de viver do patrimônio que acumulam”, concluiu. Por isso, deve crescer a busca por produtos financeiros como a previdência privada.
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Mas, para que a acumulação de patrimônio em previdência privada dê certo, ele indica que é preciso disciplina e ainda aproveitar tudo que maximiza a formação da poupança, como economizar no pagamento de imposto de renda. Um terceiro ingrediente é o investimento em ações, “para quem conhece o seu perfil de risco”, afirmou Nascimento.
A previdência
De acordo com o gerente de Investimentos da Brasilprev, Altair Cesar, o brasileiro está percebendo, cada vez mais, as limitações da previdência oficial e o quanto é importante ter recurso acumulado para poder realizar projetos no futuro, seja parar de trabalhar, seja abrir um negócio, por exemplo.
A quem já escolheu a previdência privada como formação de poupança no longo prazo, ele indica que continue a fazer seus aportes mensais, mas que também realize aportes extraordinários, como quando ganhar bônus. Além disso, ele indica à pessoa que saiba usar a vantagem tributária que a previdência oferece.
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“Em previdência privada, até 12% da sua renda pode deduzir do Imposto de Renda. O investidor tem de fazer com que o diferencial de imposto jogue a favor dele”, afirmou.
Para quem quer ingressar no mercado de previdência privada, ele indica também ter disciplina, o que é bastante difícil para os brasileiros, em sua opinião. “O brasileiro não consegue fazer uma aplicação se não tiver uma conta para pagar. Ele se endivida para poupar”.