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SÃO PAULO – De Nova York para São Paulo, Daniel Abut, analista do Citi, se reuniu com executivos das principais empresas do setor financeiro do Brasil. Após o encontro, que incluiu funcionários do Santander Brasil, BM&F Bovespa, HSBC, Banco do Brasil, Cielo, Redecard, Bradesco e Itaú Unibanco, o banco norte-americano publicou relatório sobre o setor.
Taxas devem cair
Partindo das operadoras de cartões de crédito, o Citi ressalta que tanto a Redecard quanto a Cielo enxergam forte crescimento do setor, como resposta à nova regulação e ao ambiente competitivo.
Em decorrência, ambas as companhias projetam maior penetração dos cartões de crédito no País, que deverá dobrar dentro de cinco anos, para 40%. “As taxas cobradas nas transações de cartões não devem cair de uma forma drástica, mas sim gradualmente, conforme cresce o volume”, prevê a equipe.
Na onda do crescimento
“Os bancos brasileiros large cap estimam crescimento de 20% a 25% no volume de empréstimos em 2010, na esteira da forte recuperação da economia”, dizem os analistas, que preveem avanço do PIB (Produto Interno Bruto) real brasileiro entre 5,5% e 6% em 2010.
Conforme o Citi, a expansão do volume de empréstimos compensará parte da compressão das margens, oriunda da competição intensa – particularmente nos financiamentos corporativos -, além de dar suporte ao crescimento dos lucros. “As provisões devem cair, à medida que as taxas de inadimplência recuam como resultado da recuperação econômica”.
Lucros sólidos por vir
Para os analistas, o pior da nova regulação introduzida em 2008 – dado o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) – está para trás, possibilitando maiores receitas de taxas provenientes do crescimento saudável dos bancos de investimentos, além tas taxas sobre gestoras de ativos.
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“Todos esses fatores levam a lucros sólidos para os bancos brasileiros large cap nos próximos anos”, concluem os analistas.