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Bradesco inicia cobertura da SulAmérica com classificação em linha com o mercado

Maior penetração dos produtos de seguros no Brasil e melhora do cenário econômico são fatores positivos para empresa

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SÃO PAULO – O Bradesco iniciou cobertura da SulAmérica (SULA11), com rating “em linha com o mercado” e preço-alvo de R$ 45,70 para as units da empresa, segundo relatório divulgada na segunda-feira (9). O preço-alvo corresponde a upside de 11,3% com relação aos preços de fechamento do dia 9 de novembro.

A seguradora está operando com P/L de 10,6 vezes, com base nas projeções de lucro para este ano, mais barata na comparação com os pares internacionais, que operam a 13,7 vezes. Já com base nas estimativas de lucro para 2010, a projeção é de P/L de 10,6 para a seguradora brasileira, e 9,1 para os pares mundiais.

Os múltiplos ainda apresentam desconto de 29,5% e 24,9%, para as projeções de lucro por ação de 2009 e 2010, na comparação com a Porto Seguro (PSSA3).

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Fatores positivos

A expansão da penetração dos produtos de seguro no Brasil, que ainda é pequena comparada a outros países, é um dos fatores analisados pelos analistas. Segundo eles, ainda há espaço considerável para crescimento do setor, com mudança de hábitos e aumento da renda da população – ainda assim, o relatório ressalta que esse potencial é menor que o de outros mercados.

Melhoras no cenário econômico – o nível de emprego é um fator importante para o setor, sobretudo para os seguros de saúde, que costumam ser financiados pelas empresas – também devem ajudar a empresa, que possui 7,4% de participação de mercado no segmento de seguros de saúde, que representa 52% do prêmio total da empresa.

Regulação e joint-venture

Ainda sobre o segmento de saúde, o relatório alerta para a regulação, que interfere nos requerimentos de cobertura e nos preços de planos individuais, ao contrário do segmento de companhias, onde a negociação é feita diretamente.

Os analistas ressaltam o final do acordo com o Banco do Brasil, que anunciou recentemente a intenção de comprar as ações de sua joint-venture com a SulAmérica e concentrar suas operações na Mapfre. Embora acreditem que o impacto será neutro ou positivo para a empresa em termos de valuation, nos lucros haverá impacto negativo. Com isso, as estimativas de lucro para 2010 foram revisadas para R$ 400 milhões, ante previsão anterior de R$ 426 milhões.