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SÃO PAULO – A VisaNet anunciou na noite de terça-feira (10) o lançamento de sua nova marca, a Cielo, que assumirá não só a logomarca, mas toda a identidade visual da companhia de meios de pagamentos.
As novas peças poderão ser observadas a partir de segunda-feira, e a mudança está relacionada com o fim da exclusividade da empresa com a bandeira Visa, previsto para ocorrer em junho de 2010.
No entanto, a troca não é tecnicamente uma novidade, uma vez que a companhia já havia mencionado a mudança durante a teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre de 2009.
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Sem grandes surpresas
“Nós começamos a suspeitar que a VisaNet mudaria o nome após iniciarmos a cobertura dos papéis, uma vez que não faria sentido ser adquirente da Master e de outras marcas com o nome atual”, comentou a equipe da Bradesco Corretora.
“Se a empresa mantivesse o nome da marca, teria de pagar uma taxa de 2 pontos-base à marca Visa. Nossos analistas não incluíram este custo nas projeções, uma vez que não esperavam que a empresa a pagaria, portanto não há impacto sobre nossas estimativas”.
Os analistas do BB Investimentos também demonstraram pouca surpresa com o anúncio, e disseram que a mudança não deverá trazer impactos negativos à VisaNet. Para eles, o desempenho da companhia depende do relacionamento que ela possui com os estabelecimentos comerciais, e não com os usuários de cartões de crédito, em especial.
“Em nossa opinião, porém, há o risco de que as despesas de marketing superem o inicialmente planejado ao menos no quarto trimestre deste ano”, avaliou o time do BB Investimento. “Isso se o recall da nova marca não corresponder às expectativas iniciais”.
Para o Citi, a surpresa maior está com o que está implícito na nova marca, que deixa de reforçar a imagem de uma empresa de cartões e meios de pagamento, para enfatizar a ideia de “visão ampla, sem limites de crescimento”, como interpretou o banco – só para esclarecer, “cielo”, em italiano e em espanhol, quer dizer céu.
Outro destaque
A equipe do BB Investimentos destacou, porém, um outro ponto que, segundo ela, acabou sendo fundamental para elevar o preço-alvo das ações ordinárias para junho de 2010: a eliminação da taxa que seria paga à Visa pela utilização da marca VisaNet partir de junho do ano que vem.
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“Esses valores representariam um acréscimo de cerca de R$ 10 milhões nos custos previstos para 2010”, comentou o time de analistas. “A retirada da Trademark fee de nosso modelo de projeções eleva o preço-alvo das ações da companhia (VNET3) em 2,8%, para R$ 22,40″.