Saia da poupança e ganhe mais

Veja investimentos de baixo risco que são boas opções para quem deseja ter uma rentabilidade melhor que a da poupança

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SÃO PAULO – Ainda muito popular no Brasil, a poupança sempre foi a primeira alternativa da maioria das pessoas quando o assunto é investimento, por ser segura e de fácil entendimento. Quando sobra algum dinheiro no final do mês, é normal que boa parte das famílias aproveite para aplicar na caderneta.

O que muita gente não sabe é que existem investimentos tão seguros quanto a poupança e que oferecem uma rentabilidade maior, principalmente agora, depois que o governo mexeu nas regras de remuneração da aplicação. Desde 4 de maio, a rentabilidade da aplicação mais popular do país passou a ser atrelada à Selic (taxa básica de juros). Sempre que a taxa estiver em 8,5% ao ano ou menos (como agora), a poupança renderá 70% da Selic mais TR (Taxa Referencial). Com isso, os investidores da caderneta terão uma rentabilidade cada vez menor com a queda da taxa de juros.

Por isso, especialistas insistem em lembrar que é importante olhar para outras aplicações e repensar a sua maneira de investir, para conseguir otimizar os ganhos. Uma das opções mais indicadas são os títulos públicos, que podem ser comprados por meio do Programa Tesouro Direto. Em relação à segurança, há muito pouco com que se preocupar, já que os títulos emitidos pelo Governo Federal são considerados os ativos mais seguros que existem. “O nível de segurança é máximo nesse tipo de investimento”, afirma o especialista em finanças pessoais da MoneyFit, André Massaro.

Em relação à rentabilidade, eles têm se mostrado uma alternativa melhor do que a caderneta de poupança. É importante lembrar que existem diversas opções de títulos, que podem render mais ou menos dependendo do cenário econômico.

Entenda quais são os melhores para cada cenário:

NTN-B – Nota do Tesouro Nacional Série B
Sua rentabilidade é pós-fixada e indexada ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), portanto o preço do papel flutua de acordo com a expectativa da inflação e o investidor que não conseguir mantê-lo até a data de vencimento pode ter uma rentabilidade maior (ou menor) do que a acordada. O título é ideal quando se espera um avanço dos índices de preços.

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LFT – Letra Financeira do Tesouro
Esse título tem rentabilidade pós-fixada baseada na Selic, o que significa dizer que o investidor  só saberá o valor de seu rendimento na data de vencimento. Este tipo de título é ideal para quem acredita na elevação da taxa básica de juros, pois assim os ganhos também serão maiores.

LTN – Letra do Tesouro Nacional
Sua rentabilidade é definida no momento da compra (prefixada). Este tipo de título é ideal quando a taxa de juros está alta e existe tendência de estabilidade ou de queda. Desta maneira, o investidor “trava” a rentabilidade em um patamar elevado, mesmo que a taxa venha a recuar posteriormente.

“Os títulos do Tesouro Direto são uma boa opção para quem vai investir a médio e longo prazo. Quanto mais tempo você os mantém, melhor o retorno”, afirma o consultor financeiro da DSOP, Edward Claudio.

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CDB
Outra opção tão segura quanto a caderneta de poupança mas que pode ser mais rentável são os CDBs (certificados de depósitos bancários). A segurança da aplicação vem do FGC, que garante a aplicação até o limite de R$ 70 mil em caso de “quebra” do banco – a mesma garantia que a poupança possui.

No caso dos CDBs pós-fixados, a diferença entre ter uma rentabilidade satisfatória e uma muito baixa está no percentual que o investidor consegue captar do CDI. Cada banco oferece uma rentabilidade diferente e por isso é preciso pesquisar bastante. Nos bancos menores, normalmente você consegue ter um rendimento maior – muitos oferecem 100% do CDI ou até mais. Como existe a garantia do FGC, se a aplicação for de até R$ 70 mil, não há com o que se preocupar em relação à solidez da instituição.

“Os CDBs são bons para quem quer um investimento de curto prazo (1 ano). Mas esse tipo de investimento só vale a pena para quem não pretende resgatar por pelo menos seis meses, por causa da incidência do Imposto de Renda e do IOF (cobrado para investimentos com prazo inferior a 30 dias)”, ressalta Claudio.

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LCI e LCA
A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é outra opção de investimento de renda fixa interessante para a diversificação do portfólio e que também pode ser atrativa em relação à rentabilidade. Uma das principais vantagens é a isenção de Imposto de Renda sobre o rendimento, o que em um cenário de juros baixos pode fazer grande diferença na rentabilidade líquida.

Assim como no caso do CDB, o FGC assegura aos investidores até R$ 70 mil do valor aplicado, em caso de quebra da instituição financeira contratada, o que também traz mais segurança para o investidor. “A isenção de imposto de renda e a garantia do FGC são boas vantagens desse investimento. Mas ela é recomendada para os investidores que possuem prazos maiores do que 1 ano”, comentou o consultor financeiro da DSOP.

A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) também é isenta de IR, mas não conta com garatia do FGC em caso de quebra da instituição, por isso é preciso ter um pouco mais de cautela.

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Fundos de renda fixa
Outra opção que pode ser mais atrativa do que a caderneta de poupança são os fundos de renda fixa. Nos últimos anos, os fundos que investem predominantemente em ativos ligados à inflação têm proporcionado retornos mais elevados, e muitos gestores ainda acreditam que estes fundos ainda devem ter uma boa performance. Isso porque a queda da taxa de juros e os outros estímulos do governo à economia podem resultar em um aumento da demanda por produtos, o que pode se traduzir em preços mais altos.

Quem optar por um fundo de investimento, no entanto, deve se atentar para as taxas de administração cobradas. Existem fundos que cobram taxas muito maiores, o que pode influenciar diretamente na sua rentabilidade. Evite aqueles com taxas superiores a 2% ao ano.