Deustche revisa setor de papel e celulose e elege Fibria como preferida

Recomendação foi reiterada em "manter" para ambas devido ao ambiente macro global e fundamentos desafiadores

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SÃO PAULO – O Deutsche Bank atualizou suas estimativas para o setor de papel e celulose, introduzindo novos preços-alvo para Suzano (SUZB5) e Fibria (FIBR3). O target price foi atualizado de US$ 8,00 para US$ 8,50 no caso do ADR ((American Depositary Receipt) da Fibria, e de R$ 5,00 a R$ 4,75 para as ações da SUZB5. Os potenciais de valorização frente ao fechamento de terça-feira (28) são de 9,1% e 5,6%, respectivamente.

A recomendação foi reafirmada em “manter” para ambas as ações, por conta do complicado ambiente macroeconômico global e dos fundamentos desafiadores para o setor. No entanto, para o Deustche Bank, a Fibria oferece um melhor perfil de risco retorno do que a Suzano.

De qualquer forma, para os analistas do banco, Josh Milberg e Luis Felipe Bresaola, para que ambas as ações se tornem uma grande oportunidade de longo prazo seria necessária uma “virada de jogo”, como uma consolidação do setor, por exemplo.

O banco estima que a Fibria consiga vender toda sua produção de celulose neste ano (5,2 milhões de toneladas), enquanto para o volume da Suzano deve alcançar 1,86 milhão de toneladas. 

Perspectivas para o mercado
Os analistas não enxergam grandes alterações no preço da celulose BEK (celulose branqueada de eucalipto). O valor da commodity já caiu cerca de US$ 20,00 do pico de junho e, apesar de ainda esperar uma tendência de queda em 2012, o Deustche Bank não acredita em uma correção muito grande.

Os estoques de celulose ainda podem subir ainda mais em agosto, mas podem sofrer uma redução entre setembro e outubro, de acordo com o banco. “A relação entre oferta e demanda permanece relativamente equilibrada em 2013, antes de se enfraquecer substancialmente em 2014”, acrescentam os analistas.