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SÃO PAULO – Começou a operar nesta segunda-feira (10) a Bolsa Verde no Rio de Janeiro. Idealizada pelas secretarias do Estado do Ambiente (SEA) e Municipal do Rio de Janeiro (SMF), a BVRio é um ambiente de negociações onde pode-se comprar e vender ativos ambientais e tem o objetivo de desenvolver este mercado, promovendo a economia verde no Rio de Janeiro e no Brasil.
Situada no município do RJ, a bolsa atua sob duas linhas: a primeira é uma plataforma de negociação que comercializará ativos já existentes (como energia renovável ou biomassa) e direitos de natureza regulatória relacionados ao cumprimento de obrigações ambientais; já a segunda é baseada em grupos de trabalho dedicados à criação desses ativos, sendo que para existir eles precisarão passar por um processo de regulamentação de leis existentes.
Produtos negociados
Nesse começo, serão negociados 4 ativos pela BVRio. São eles:
Créditos de Carbono – o ativo será comercializado primeiro no Rio para depois chegar a outros estados brasileiros com o objetivo de combater o aquecimento global. Esses créditos serão atribuídos àquelas empresas que reduzirem suas emissões de carbono além da meta já estabelecida.
Créditos de Efluentes Industriais da Baía de Guanabara – funcionará da mesma maneira que o anterior, com a diferença de que o ativo é em relação às emissões de poluentes líquidos na Baía de Guanabara.
Créditos de Reposição Florestal Relativos à Reserva Legal – Os proprietários rurais que tiverem uma coberta florestal maior do que a prevista pela lei poderão vender certificados para aqueles que precisam recuperar suas áreas de reserva legal.
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Créditos de Reposição de Supressão de Vegetação – Considerando que quem utiliza matéria-prima florestal de origem de supressão de florestas nativas tem a obrigação de repor aquilo que foi utilizado, esses créditos permitirão que as empresas que repõe o plantio de modo voluntário possam vender os créditos correspondentes àqueles que tem a obrigação de fazê-lo.