Número de brasileiros no Japão caiu 1,4% entre 2007 e 2008

Queda foi menor que a esperada. Recorde ocorreu em 1998, quando houve redução de 4,7% no número de brasileiros no país

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SÃO PAULO – O número de brasileiros residindo no Japão diminuiu 1,4% na comparação entre 2007 e 2008. Segundo dados do Ministério da Justiça do Japão, o número caiu de 316.967 para 312.582 no período.

A queda já era esperada, devido à crise econômica, que gerou desemprego e levou muitos brasileiros a voltarem ao Brasil, de acordo com a Agência Sebrae. Porém, o dado foi menor que o esperado, e ficou abaixo do recorde histórico ocorrido em 1998, quando o número de dekasseguis no Japão caiu 4,7%.

Acumulado de 2009

Considerando o acumulado de janeiro a abril deste ano, o número de brasileiros que retornaram foi de 33.782. Entretanto, o consultor do Sebrae/PR, Marcos Aurélio Gonçalves, lembra que esses números devem ser interpretados de forma cuidadosa, pois muitas dessas pessoas não retornam de forma definitiva.

“O fluxo negativo de pessoas saídas atingiu seu ponto máximo no primeiro trimestre de 2009, com média mensal de 9.101 pessoas saídas acima das entradas no Japão. Contudo, essa média caiu em abril para 6.478, o que pode indicar uma tendência de estabilização do fluxo migratório em patamares ainda indefinidos”, afirma.

Gonçalves ressalta que o número de pessoas saindo do Japão aumentou significativamente, embora seja inferior aos dados que estavam sendo divulgados anteriormente.

Entrando no Japão

Considerando os brasileiros que foram ao Japão entre janeiro e abril deste ano, houve 3.063 entradas. Para o consultor, isso mostra que o fluxo migratório Brasil-Japão continua, embora em menor intensidade do que a registrada no ano passado, quando 5.807 pessoas foram ao país asiático.

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“Vale ressaltar que a maioria dos brasileiros está empregada e aqueles que optam por retornar ao Brasil perdem o seguro-desemprego; ainda assim, esse retorno não é definitivo. A sensação que se tem é que os dekasseguis retornam ao Brasil de maneira provisória é maior do que aqueles que optam por ficar de maneira definitiva”, explica.

Para Gonçalves, a comunidade brasileira no Japão manterá a sua importância para a oferta de mão-de-obra para as indústrias japonesas, devido ao contingente da população brasileira presente no país atualmente.