Linha de crédito que pede imóvel como garantia requer cuidado, dizem entidades

Além disso, para entidades de defesa do consumidor, prática é abusiva, por submeter o cliente a um negócio muito desvantajoso

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SÃO PAULO – Entidades de defesa do consumidor, como a Pro Teste – Associação de Consumidores e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), orientam o cliente bancário que necessita de crédito a ter cautela na hora de optar por linhas de financiamento que exigem o imóvel como garantia de pagamento.

“É preciso ter muita cautela e avaliar bem a própria situação financeira, antes de optar por uma linha destas”, diz a economista do Idec, Ione Amorim.

A coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, concorda e acrescenta: “é um nível de comprometimento muito alto. As pessoas devem considerar não só as taxas de juros, mas todo o custo efetivo total para analisar qual é o melhor negócio.”

As duas entidades disseram ainda que a prática é abusiva, por submeter o consumidor a um negócio extremamente desvantajoso.

Linha de crédito

Na última terça-feira (4), o HSBC lançou uma linha de empréstimo, batizada de Crédito Casa, que utiliza o imóvel do tomador do financiamento como garantia do pagamento, possibilitando assim que o consumidor desfrute de taxas mais baixas que as convencionais, de 1,42% ao mês.

O produto, disponível para os clientes do banco, oferece empréstimos de R$ 15 mil a 50% do valor do imóvel, limitado a R$ 200 mil, sendo que a propriedade usada como garantia deve ter avaliação acima de R$ 60 mil e estar livre de dívidas. O prazo para quitação do empréstimo varia de 12 a 84 meses e o valor adquirido pode ser usado para qualquer fim.

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No caso de inadimplência, o imóvel usado para garantia é levado a leilão e a diferença entre o saldo devedor e o valor de venda da propriedade é devolvida ao cliente.

“O HSBC entende que esta é uma maneira de equacionar a saúde financeira do tomador de crédito e uma forma de dar maior liquidez ao imóvel. Para a pessoa que tem uma dívida, por exemplo, é muito pior ter que vender o imóvel para saldar um débito do que utilizá-lo como garantia para um empréstimo”, explicou o diretor de crédito imobiliário e consórcios da instituição, Antonio Barbosa.