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SÃO PAULO – O Morgan Stanley iniciou sua cobertura dos papéis da VisaNet (VNET3) prevendo dificuldades em relação à concorrência e regulação, o que levou à recomendação de um peso relativamente inferior para a ação (underweight).
Atualmente, a posição da companhia é confortável no mercado doméstico, com 46,8% de participação no mercado, dividido basicamente com a rival Redecard. De acordo com os analistas Jorge Kuri e Jorge Chirino, no entanto, isto deverá mudar substancialmente.
“Esperamos que o incremento da competição e mudanças na regulação levem a uma transformação significativa no mercado”, afirmam os analistas, com o horizonte focado nos próximos dois anos.
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Mercado e Estado
A perda de exclusividade com a Visa Internacional em um ano deverá incentivar a entrada de operadoras de pagamentos vinculadas a várias bandeiras de cartões, avaliam os analistas do Morgan Stanley. “Visanet e Redecard precisarão tornar-se companhias duais”, afirmam.
Entre as mudanças que podem ocorrer por conta da regulação serão a divisão dos terminais de pagamento – atualmente exclusivos -, o que ameaça em torno de 15% das receitas da empresa.
Ademais, o período necessário para liquidação deverá ser reduzido, uma vez que no Brasil o tempo é de 30 dias para uma operação, ao passo em que o padrão internacional é de 2 dias.
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Recomendação
A opinião dos analistas é que o mercado pode subestimar o movimento de transformação deste segmento para um ambiente de mercado mais hostil, com riscos maiores pressionando os ganhos da empresa. Deste modo, o preço alvo para as ações é fixado em R$ 20,00, um potencial teórico de valorização de 14,2%.