UBS inicia cobertura dos papéis da VisaNet com recomendação neutra

Banco projeta upside de 11% para as ações da empresa; nova regulação do setor traz certo receio aos analistas

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SÃO PAULO – Os analistas do UBS iniciaram a cobertura dos papéis da VisaNet (VNET3) com recomendação neutra, perante um preço-alvo de R$ 19,20, o que garante um potencial de valorização de 11% frente o último fechamento.

Na visão do banco, a empresa está bem posicionada no mercado brasileiro de cartões de crédito, alavancada pelas margens operacionais, mas a equipe receia quanto às novas leis que podem ser impostas pelo governo em relação ao credenciamento dos cartões da rede Visa, exclusivo da empresa.

Atualmente, a VisaNet detém 47% de market share, criando um nicho de mercado altamente rentável à empresa, com baixos riscos operacionais, fortes barreiras à entrada de concorrentes e posição privilegiada para desfrutar do avanço do setor em consonância com a recuperação da economia brasileira, destaca o banco.

Por estas características, os analistas não acreditam que o aumento da concorrência irá afetar a liderança da empresa no mercado de cartões nacional, que deve manter-se forte ao longo dos anos, mas a nova lei deve comprometer as receitas vindas com a venda da bandeira Visa, a ser descontado no lucro líquido.

Governo a favor do setor

Para os analistas, o plano central do governo é favorecer o mercado de cartões de crédito com a nova lei de regulação, já que com os cartões é possível agilizar os pagamentos, incrementar o controle sobre o sistema financeiro e ajudar a formalizar a economia.

Deste modo, a equipe acredita que as regras serão implementadas de forma gradual e monitoradas cuidadosamente pelo governo, a fim de evitar conflitos. No entanto, mais para frente, as novas empresas estarão mais espalhadas no mercado e influentes no preço final cobrado, restabelecendo o cenário atual de monopólio.

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Projeções

Os analistas esperam que a VisaNet encerre 2009 com receita de R$ 3,52 bilhões e lucro de R$ 1,42 bilhão, que deve saltar para R$ 1,49 bilhão no próximo ano. Em relação à receita, a equipe projeta algo em torno de R$ 3,93 bilhões em 2010.