Panes da Telefônica: entidades exigem ressarcimento ao consumidor

Pro Teste pede que empresa deixe de cobrar um mês de assinatura básica de toda a sua base de assinantes

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SÃO PAULO – Em mais um dia de falhas do serviço de telefonia fixa da Telefônica, entidades de defesa do consumidor reiteram a necessidade de ressarcimento aos usuários que ficam sem a prestação do serviço contratado.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), por exemplo, enviou carta nesta terça-feira (8) à Telefônica e à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pedindo explicações e providências em relação aos problemas e ressaltando que a empresa tem o dever de indenizar os consumidores por danos sofridos em decorrência da paralisação do serviço.

“Nesse caso, para o consumidor pessoa física, em caso de discussão judicial, não é o consumidor que terá de provar que sofreu um dano e sim a Telefônica que terá de provar que o dano não foi causado”, ressaltou.

Os problemas

Nesta terça, usuários de diversas regiões da cidade de São Paulo reclamaram de falhas no serviço de telefonia fixa da Telefônica, que prejudicaram até os serviços de emergência, como o 190. A empresa disse que irá divulgar comunicado oficial sobre o assunto.

O problema foi registrado em parte da rede responsável pelas chamadas de voz – incluindo ligações locais, de longa distância nacional e internacional, serviços 0800 e para call center, e chamadas para celulares.

Ressarcimento

De acordo com a Pro Teste – Associação de Consumidores, a ocorrência reforça a importância de ação civil pública movida pela entidade que busca reparação aos consumidores, por conta da interrupção dos serviços de telefonia e banda larga da Telefônica que aconteceu em junho deste ano.

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A ação pede que a empresa deixe de cobrar um mês de assinatura básica de toda a sua base de assinantes, por conta das reiteradas falhas. A Pro Teste pediu a concessão da antecipação de tutela (decisão liminar), para que o desconto fosse feito já na conta seguinte, mas não foi atendida.

A Pro Teste critica a Anatel, que não tem fiscalizado a Telefônica e a preservação da rede operada pela concessionária, “que é bem público e não pode ser precarizado pela ausência de investimentos”.