Dólar valoriza 7% em maio e é o melhor investimento do mês

A segunda melhor aplicação do mês foi o CDB (Certificado de Depósito Bancário) prefixado (Bancos 1ª linha)

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SÃO PAULO – O dólar comercial valorizou 7,04% em maio e terminou como o melhor investimento do mês. Só nesta sexta-feira (31), a moeda norte-americana  registrou alta de 1,37% ante o real – o Banco Central chegou a intervir, com um leilão de swap cambial – o primeiro desde 27 de março.  O dólar não subia mais de 7% em um mês desde de setembro de 2011, quando valorizou 18,11%. No mês passado, a moeda norte-americana havia registrado desvalorização 0,60%.

A segunda melhor aplicação do mês foi o CDB (Certificado de Depósito Bancário) prefixado (Bancos 1ª linha). Após registrar valorização de 0,58% no mês de abril, o CDB rendeu 0,62% em maio. Logo em seguida aparece o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), benchmark que balisa grande parte das aplicações de renda fixa, inclusive os fundos DI, com alta de 0,58%.

Ainda dentro da renda fixa, a caderneta de poupança antiga registrou rentabilidade de 0,50% e a “nova” poupança” (depósitos feitos a partir do dia 4 de maio de 2012) teve retorno de 0,42%.

Para o economista e especialista em investimentos, Richard Rytenband, a curva de juros da renda fixa vem mostrando alta volatilidade. Portanto, quem deseja aplicar nesses ativos deve saber operar a curva de juros. “Pelo desenho dela o melhor é ficar longe dos prefixados. A melhor coisa agora é procurar pelos pós-fixados com prazos mais curtos”.

Ifix
Em maio, o índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários mais líquidos negociados na BM&FBovespa terminou estável. No mês anterior, o Ifix havia sofrido recuo de 1,90%.

Para Rytenband a estagnação apresentada pelo índice foi normal, após ele ter sofrido movimento de alta acelerado no ano passado ao fechar com alta de 35%. “O Ifix teve um ganho de capital muito grande através da valorização das cotas, e agora, com sua consolidação, a maior parte da receita vem dos aluguéis. Isso mostra que o mercado está amadurecendo”.

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Ibovespa e ouro
Mais uma vez o principal índice do mercado acionário brasileiro registrou queda. Após ter recuado 0,78% em abril, o Ibovespa fechou maio com queda de 4,3%.

“Estamos passando por um momento de rotação de setores. Agora, os investidores estão realizando os lucros dos papéis defensivos e partindo para aqueles mais sensíveis ao ciclo econômico e que têm um peso maior no Ibovespa”, explica Rytenband. 

Após registrar queda de 8,21% em abril, o ouro terminou o quinto mês do ano com recuo de 0,42%.“O ouro sofreu uma queda brusca há algumas semanas, o que abriu uma oportunidade no curto prazo com risco-retorno melhor do que alguns meses atrás. Acredito que ele deve se valorizar nos próximos meses”, pontua.

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Veja a rentabilidade dos investimentos em maio:

Investimento Junho Real*
Deduzida a variação do IGP-M que ficou estável em junho de 2013
**CDB líquido (acima de R$ 100 mil) 
***Taxa Efetiva Andima 
Dólar  +7,04% +7,1%
CDB Pré – Bancos 1ª linha** +0,62% +0,62%
CDI*** +0,58% +0,58%
Poupança (antiga) +0,50% +0,50%
Poupança (nova) 0,43% 0,43%
Ifix

0%

0%
Ouro -0,42% -0,42%
Ibovespa -4,30% -4,30%