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Bolsas norte-americanas operam em baixa; bancos e petrolíferas pressionam

Gasto do consumidor recua e confiança supera projeções; após suspensão, negócios com ações do CIT são retomados

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SÃO PAULO – As principais bolsas norte-americanas enfrentam forte queda nesta sexta-feira (30). Um dia após a divulgação de avanço de 3,5% no Produto Interno Bruto dos EUA, acima do esperado, a divulgação de novos indicadores decepcionou.

Os indicadores

O Michigan Sentiment, que mede a confiança do consumidor, revelou 70,6 pontos na medição de outubro, resultado superior às expectativas do mercado, que indicavam 70,0 pontos, mas abaixo do indicador de setembro.

Já o Employment Cost Index subiu 0,4%, resultado igual às expectativas do mercado e da taxa apurada no trimestre anterior. Os gastos do consumidor, entretanto, caíram 0,5% com relação à última medição.

Resultados

A Chevron, segunda maior produtora do setor de petróleo e gás dos Estados Unidos, divulgou resultados na véspera, com ganhos por ação de US$ 1,92, representando lucro total de US$ 3,83 bilhões no terceiro trimestre – queda de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas acima das expectativas dos analistas. As ações da empresa operam com desvalorização de 2,31%, enquanto os papéis de sua maior concorrente, a ExxonMobil, recuam 3,22%. Os contratos de petróleo enfrentam queda próxima de 3% em NY.

A MetLife apresentou lucro de US$ 0,87 por ação, em linha com as projeções, mas abaixo do mesmo período do ano passado. Com isso, as ações da maior companhia norte-americana de seguros caem 6,76%. Ainda entra as seguradoras, a AIG opera com os papéis em queda de 4,50%, e a Prudential Public vê seus ativos caírem 4,55% no pregão.

Já o resultado da Nyse Euronext, que relatou lucro líquido de US$ 125 milhões no terceiro trimestre, veio acima do esperado por analistas. Ainda assim, o número é 28% menor do que mesmo período do ano anterior e as ações da companhia operam com desvalorização de 5,78%.

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CIT

A financeira CIT chegou a um acordo com o Goldman Sachs para reduzir um crédito de US$ 3 bilhões para US$ 2,13 bilhões, como parte de um plano de reestruturação de sua dívida. Paralelamente, a empresa garantiu linha de crédito de US$ 1 bilhão com o investidor Carl Icahn. Os negócios com as ações da companhia foram suspensos no meio da tarde e recém retomados.

De modo geral, as ações do setor financeiro operam em queda. Os papéis do Goldman Sachs caem 3,91%, enquanto os do Morgan Stanley recuam 4,90%. Já os ativos de JP Morgan (-5,01%), Bank of America (-5,98%) e Citigroup (-6,03%) também apresentam forte desvalorização.

Confira as cotações


O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, opera em desvalorização de 2,59% e atinge 1.039 pontos.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, negocia em baixa de 2,36% a 9.727 pontos,
enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 2,29%, chegando a 2.050 pontos.

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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq -2,29 2.050 -3,44 +29,96
Dow Jones -2,36 9.727 +0,15 +10,83
S&P 500 -2,59 1.039 -1,76 +14,97