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SÃO PAULO – De acordo com dados da ABR Telecom, empresa que administra a portabilidade numérica no Brasil, a maior dificuldade encontrada para que o serviço de migração seja efetivado é a inconsistência entre os dados cadastrais.
O problema ocorre quando o titular da linha fornece seus dados para a operadora que deseja contratar o serviço, porém, alguma informação é diferente da que está no banco de dados da sua atual operadora. Quando isso acontece, a portabilidade é interrompida.
A Anatel (agência Nacional de Telecomunicações) orienta os usuários de telefonia fixa e móvel a sempre atualizar os seus dados cadastrais na operadora. Caso a linha esteja no nome de outra pessoa, o melhor é transferi-la para o de quem realmente a utiliza.
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Celular pré-pago
Ainda de acordo com a Anatel, esse problema torna-se mais acentuado entre os telefones móveis do tipo pré-pago, os quais correspondem a cerca de 80% da telefonia móvel do país.
Isso porque é muito comum o consumidor dar um aparelho já habilitado de presente para um familiar ou amigo, o que faz com que a linha seja cadastrada no CPF de quem presenteou e não da pessoa que usufrui do celular.
Números da portabilidade
Desde o dia 2 de setembro de 2008, quando iniciou suas atividades, até o dia 2 de abril, a portabilidade registrou 99.226 pedidos interrompidos, o que representa 10,6% do total de solicitações (936.096) no período.
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Além disso, desse total de pedidos, 628.685 foram concluídos, sendo 427.275 (68%) da telefonia móvel e 201.410 (32%) do serviço fixo.
A assessoria de imprensa da ABR Telecom informou que os dados sobre a eficiência do serviço são apresentados mensalmente, portanto, a última divulgação é a dos números coletados até o mês de março.