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SÃO PAULO – O que tornava uma empresa reconhecida, no passado, era a contribuição que ela dava ao crescimento econômico do seu país e do mundo. Hoje, isso não basta! Como o desenvolvimento de uma nação esbarra em degradação ambiental, as companhias precisam pensar em avanço com sustentabilidade, que nada mais é do que garantir boas condições de vida para as gerações futuras, tanto no aspecto ambiental quanto social.
Mas será que é possível manter isso em mente em tempos de crise, em que diversas adversidades surgem? Algumas empresas do Brasil mostraram que sim. Elas comprovaram que é possível investir em sustentabilidade sem comprometer a gestão do caixa.
Dentro, e fora, do supermercado
Neste mês, a rede de supermercados Carrefour lançou em, Piracicaba (interior de São Paulo), o movimento “Carrefour e Você por um Mundo Melhor”. O objetivo é convidar os stakeholders (todos os públicos com que a empresa se relaciona) para agir em prol da comunidade e do meio ambiente.
Dentre as iniciativas, está uma parceria com o Instituto Akatu para o Consumo Consciente, que levará orientação ao público sobre como fazer com que o dinheiro tenha mais valor. “O programa promoverá fóruns, oficinas, campanhas no sentido de compartilhar informações e práticas com seus principais públicos. Nossa meta é ampliar o projeto para todas as nossas 150 unidades do País nos próximos cinco anos”, afirmou o diretor de Sustentabilidade da rede, Paulo Pianez.
| Paulo Pianez, do Carrefour: “Programa se mantém sem grandes investimentos” |
O investimento no projeto será na ordem de R$ 2 milhões – referentes à formação e ao treinamento de funcionários – e de mais 10% do valor total de construção de cada unidade para modernização de estrutura da rede e adoção de sistemas em prol do meio ambiente, como economia de água, luz, coleta seletiva de lixo e etc.
“Como todo o grande projeto, é necessário investimento. Nesse caso, a ideia é justamente mostrar que não precisamos de grandes recursos, mas, principalmente, mudar práticas e atitudes no nosso dia-a-dia. Um dos principais aspectos do movimento é voltado para a conscientização e mudança de atitude. Para isso, são necessárias ações simples. Desse modo, o programa tem a capacidade de se manter mesmo sem grandes investimentos”, explicou Pianez.
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Apesar do baixo investimento, a iniciativa tem grande retorno. Com dois milhões de clientes diários em todo o País, o Carrefour potencializa o acesso às informações.
| Antonio dos Santos, da Mapfre: “Momento de investir no futuro” |
Mais educação ambiental
A denominada “maior crise desde a quebra da Bolsa de Valores de 1929” também não assustou a Mapfre. A seguradora lançou, em março, um programa, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, chamado de Villa Ambiental, que nada mais é do que um espaço de desenvolvimento de atividades relacionadas ao meio ambiente.
O projeto, com investimento na ordem de R$ 500 mil, faz parte do Programa Criança Ecológica, da Secretaria do Meio Ambiente, que proporcionará atividades com crianças abordando questões sobre a preservação do planeta, sobre recursos naturais (água, flora e fauna), poluição e aquecimento global, dentre outros assuntos relevantes.
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Além disso, os alunos aprenderão de forma interativa, por meio de recursos cenográficos, o que garantirá uma maior vivência e proximidade dos estudantes com todo o projeto.
“Em momentos de adversidade, como o que estamos vivenciando, investir em um projeto com foco sustentável é acreditar no futuro”, afirmou o presidente do Grupo Mapfre, Antonio Cássio dos Santos. “Trata-se de um programa que, acima de tudo, preparará nossas crianças, inserindo nelas uma peculiar cultura de proteção e de conceitos em prol do meio ambiente e da preservação do planeta”, completou.