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SÃO PAULO – “A principal fatia do spread é oriunda de um fator socializado: a inadimplência, que todas as pessoas pagam no Brasil, como se fossem inadimplentes”. A afirmação foi feita pelo presidente da Serasa Experian América Latina, Francisco Valim, durante evento de tendências do mercado imobiliário realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação).
Segundo afirmou, nesta terça-feira (28), com base em dados do Banco Central, a inadimplência responde por 37,35% do spread bancário no Brasil e é alta porque existe falta de informação sobre o consumidor no momento da concessão de empréstimos. “Portanto, o juro tem de ser alto e, então, ele reforça o processo de inadimplência”.
Processo
De acordo com Valim, o que o Brasil não tem é uma maneira de evitar isso. Dentre as sugestões que ele expôs, estão:
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- Compartilhamento de dados;
- Gerenciamento do ciclo completo de negócios com o cliente;
- Cadastro positivo;
- Educação financeira do consumidor.
“O que é importante acontecer é a diminuição da assimetria de informação, ou a obtenção de informações mais detalhadas do crédito”, explicou.
De acordo com ele, a inadimplência no Brasil variou entre 6,5% e 8% nos últimos cinco anos, o que é quatro vezes maior do que a de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde a inadimplência está abaixo de 2%.
“Hoje, a gente não sabe quantos compromissos o consumidor tem, quanto conseguirá pagar e qual o perfil dele”, explicou Valim, para quem o cadastro positivo, que contém o histórico de crédito dos clientes, poderia solucionar a questão.