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SÃO PAULO – Quando se considera a disponibilidade de bens de consumo, como alimentos, itens de consumo diário, carros, entre outros, as duas maiores cidades do Brasil se aproximam do nível de Nova York.
Isso foi o que constatou a pesquisa Qualidade de vida no Mundo 2009, divulgada nesta terça-feira (28) pela consultoria de recursos humanos Mercer. O estudo toma como base a cidade de Nova York, com um índice de 100, e avalia 39 fatores, sendo que, no item Bens de Consumo, São Paulo e Rio de Janeiro possuem índices próximos de 100, de 99 e 96, respectivamente.
“Isso significa que São Paulo está 1% abaixo do nível de Nova York nesse item, e o Rio de Janeiro, 4%”, explica a consultora de recursos humanos da Mercer, Renata Herrera.
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Educação e violência: abaixo de NY
A pesquisa elaborou um ranking das melhores cidades para viver, sendo que no Brasil, além das capitais paulista e fluminense, considerou Brasília e Manaus. As cidades não obtiveram classificações de destaque, ficando em 105º (Brasília), 117º (Rio de Janeiro), 118º (São Paulo) e 130º (Manaus).
Entre os principais fatores que exerceram influência negativa nas cidades brasileiras, estão a baixa qualidade da educação e das escolas, além da violência urbana.
O principal item que exerceu impacto negativo em Brasília e Manaus foi a educação e as escolas, enquanto nas capitais paulista e fluminense a violência foi a influência negativa de maior impacto.
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Considerando o item educação, a capital federal recebeu índice 50. “Nesse item, Manaus tem índice 10, o que significa que está 90% abaixo do nível de Nova York. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o maior impacto foi em crimes. Essas cidades ficaram com índice 50 nesse item”, explica Renata.
Em relação à pesquisa do ano passado, a consultora afirma que os índices das quatro cidades não tiveram grandes mudanças. “O Rio de Janeiro perdeu posição no ranking, devido às melhorias ocorridas em outras cidades”, diz. A capital fluminense caiu três lugares, de 114º para 117º.
Por outro lado, São Paulo subiu uma posição (da 119ª para a 118ª). Segundo Renata, a falta de acontecimentos de grande impacto contribuiu para isso. “Em 2007, o acidente de avião que aconteceu prejudicou a medição da qualidade de vida, já em 2006 foram os ataques do PCC. No ano passado, não houve um acontecimento desses”, lembra.