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SÃO PAULO – O número de títulos protestados emitidos por pessoas físicas na região Sudeste do País apresentou queda de 20,62% em abril, frente ao mês anterior. Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, o recuo é maior ainda, de 24,40%.
Levando-se em conta somente os dias úteis do quarto mês do ano, o volume de protestos na região foi 12,68% inferior ao registrado em março. Já em relação ao mesmo mês de 2008, a redução é de 16,45%, segundo dados da Equifax divulgados nesta quarta-feira (20).
Vale ressaltar que, no Sudeste, foram registrados em abril 193.987 protestos de títulos emitidos por pessoas físicas. Em todo o Brasil, no geral, houve 793.856 títulos protestados no mesmo mês, uma queda de 19,22% ante março deste ano.
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Análise
Segundo avaliação da entidade, a redução do número de protestos em abril, no Sudeste, foi resultado da melhoria das condições de crédito e da recuperação do nível de emprego em alguns setores da atividade econômica na região.
Entretanto, essa redução ainda não configura uma retomada sustentável da economia. Com isso, as expectativas são de que possivelmente, ao longo deste ano, o volume de protestos ainda irá se manter elevado, tendendo a recuar somente no início de 2010.
Histórico
De acordo com a série de levantamentos produzidos pela instituição, entre o início de 1995 até o final de 1998, houve uma estabilidade do volume de protestos, devido, sobretudo, à recuperação da atividade econômica, com a implementação do Plano Real.
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Já entre os anos de 1999 a 2002 houve um forte aumento da inadimplência dos consumidores brasileiros que residem na região Sudeste, conduzida, principalmente, pelo aumento dos níveis de desemprego, reflexo da crise na Argentina e do racionamento de energia, que afetaram bastante o nível de atividade industrial, o maior responsável pela economia da região.
Após 2003, o volume médio de protesto sofreu pequenas oscilações, graças à recuperação das exportações e ao crescimento do nível de emprego e da renda familiar.
No ano de 2008, embora a região Sudeste tenha sofrido os impactos da crise financeira mundial, o volume de protestos não sofreu grande deterioração, uma vez que a manutenção da renda média, do trabalho e o crescimento das atividades no setor público contribuíram para amenizar esses efeitos.