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SÃO PAULO – De 44,14 pontos em 31 de março a 25,35 pontos em 29 de junho. Essa foi a trajetória descendente do índice VIX (Volatility Index) no decorrer deste ano – maior declínio desde 1998, à medida que a melhora dos índices acionários norte-americanos reduziu o patamar do “indicador do medo”, como o índice de Chicago é conhecido.
No entanto, essa coragem aparente do mercado pode esconder uma preocupação acerca de uma queda iminente em Wall Street.
Como evidência, investidores pagam a quantia mais alta desde agosto de 2008 – um mês antes da quebra do Lehman Brothers – para protegerem seus portfólios contra um recuo de 10% do índice S&P 500.
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Ainda ruim
A despeito do recuo expressivo do VIX em relação à máxima histórica relatada durante o último mês de novembro, quando atingira 80,86 pontos, o nível atual ainda é cerca de 38% acima da média histórica do índice, que existe há 19 anos.
“Ainda há um elemento de cautela”, afirmou à Bloomberg Carl Mason, analista do BNP Paribas. “As coisas retornaram aos níveis pré-Lehman, mas ainda não tenho certeza se podemos chamar isto de normal”, completa, ao se referir sobre o patamar do VIX.
Temporada
Como talvez um divisor de águas, a temporada de divulgação de resultados em Wall Street deverá revelar se a recuperação é presente e sólida ou não passa de simples e pura ilusão, o que fundamentaria toda apreensão crescente nos seguros dos portfólios.