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Em discurso, Obama diz que reforma do sistema de saúde determinará retomada

Presidente norte-americano insiste que agora é a hora de votar reforma da saúde, essencial para recuperação

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SÃO PAULO – Se nenhuma medida for tomada quanto ao sistema de saúde norte-americano, a recuperação de toda a economia deve ser comprometida, assim como o déficit público – já grande – deve piorar e milhões de norte-americanos devem sentir no próprio bolso o “custo de não fazer nada”, disse o presidente dos EUA, Barack Obama.

Em discurso na véspera, Obama assinalou que o ceticismo do público não pode impedir o plano de US$ 1 trilhão, e que as pessoas, na verdade, estão ansiosas. Diversas pesquisas, porém, mostram que os índices de aprovação ao presidente norte-americano registraram alguma queda, por conta especialmente das dúvidas populares quanto às medidas empreendidas pelo democrata quanto à economia e à saúde pública.

Barack Obama sugeriu que este é o momento ideal para a votação do projeto, e espera que ele seja aprovado tanto no Senado quanto no Congresso dos EUA logo no começo de agosto. No entanto, alguns parlamentares mostram-se avessos a votar o plano tão cedo, o que pode fazer com que o processo estenda-se por mais alguns meses, a contragosto do presidente.

Custos

Para combater o déficit preocupante, os custos com o sistema de saúde, que montam a 17,6% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, têm que ser revistos. Em sua fala, o chefe de Estado norte-americano pontuou que, sem controlar os gastos com os programas voltados à assistência de pobres e idosos – o Medicare e o Medicaid -, não há como controlar a dívida pública.

Uma das propostas mais importantes da reforma é a criação de uma alternativa pública de seguro saúde. A ideia, no entanto, desagrada os republicanos, que não veem com bons olhos a competição entre governo e setor privado na indústria de seguros.

Para Obama, contudo, tal concorrência desestimularia o repasse dos custos de saúde das seguradoras para os consumidores.

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Como financiar?

O presidente norte-americano tem evitado pronunciar-se incisivamente quanto ao financiamento do programa de reforma do sistema público de saúde, mas flertou com proposta democrata de fazê-lo via impostos sobre as classes de renda mais alta.

O alvo da taxa seriam as famílias que contam com mais de US$ 1 milhão anual, o que evitaria que a carga recaísse sobre as classes médias.

Oportunidade

Barack Obama acusa os republicanos de tentarem sabotar seu plano como forma de torná-lo “mais vulnerável”. O democrata, por sua vez, insiste na oportunidade ideal que o atual momento representa para a aprovação do projeto, destacando a evolução das discussões acerca da reforma promovidas até agora.

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Em trâmite, há uma proposta legislativa democrata que custaria aos cofres públicos algo como US$ 240 bilhões no transcorrer dos próximos 10 anos, segundo estimativas do Congressional Budget Office – órgão não partidário. Obama, porém, comprometeu-se a não validar qualquer lei referente ao sistema de saúde público que onere ainda mais as contas do governo norte-americano.