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SÃO PAULO – Em relatório publicado nesta quarta-feira (4), a Fitch atualizou as projeções aos papéis da Redecard (RDCD3). A agência atribuiu a rating ‘BBB’ aos IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moeda Estrangeira e Local da empresa e ao Rating Nacional de Longo Prazo a nota ‘AAA’. A perspectiva é estável.
De acordo com os analistas, os ratings da Redecard refletem sua posição como única credenciadora e processadora dos pagamentos dos cartões de crédito e débito MasterCard e Diners Club International (Diners) no Brasil e sua receita recorrente e previsível, com uma base diversificada de comerciantes afiliados. “A destacada posição dos negócios permite que a empresa possua fortes margens” argumentaram.
Contrato de licença
Também fora incorporado no rating o seu contrato de licença com a MasterCard, que inclui uma garantia de liquidação de todas as operações de crédito e débito, em caso de inadimplência nos paga mentos dos bancos emissores dos cartões.
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O contrato de licença com a empresa não é exclusivo da Redecard, o que pode abrir espaço para concorrência. A Redecard se beneficia do suporte e da força de seus acionistas, assim como de sua baixa alavancagem e sólida liquidez.
Baixa exposição ao crédito
“A Redecard não possui, virtualmente, exposição direta ao crédito dos detentores e dos bancos emissores dos cartões” avaliaram. A empresa está, no entanto, exposta ao risco dos comerciantes que aceitam os cartões processados pela Redecard, em termos de sua performance, fraude e perdas relacionadas a estornos de cobranças.
Todavia, o histórico mostra que o volume de transações que resultam em fraudes, estornos de cobranças e cancelamentos das vendas pelos comerciantes é menor do que 1% do volume de cartões de crédito, e as perdas são inferiores a 0,5% da receita líquida.
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“O risco de liquidez é baixo” na visão dos analistas. Ao final de 2008, o caixa ficou em R$ 125,3 milhões e cobriu 64,4% da dívida de curto prazo.
Modelo de negócio
Os ratings também consideram o estável modelo de negócio, com baixa correlação com os ciclos econômicos, uma vez que as receitas são, em geral, movidas pela migração para o pagamento eletrônico.
A forte diversificação de clientes também apoia as notas, com o maior cliente representando menos de 4% do volume total de transações. A empresa é a segunda maior credenciadora e processadora de pagamentos do Brasil, e processou R$ 125 bilhões do volume de transações de débito e crédito em 2008.