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SÃO PAULO – A decisão do CNPS
(Conselho Nacional de Previdência Social) sobre a possibilidade de os beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Nacional) voltarem a ter o direito de comprometer até 30% da renda com parcelas do crédito consignado é uma excelente notícia, na opinião do presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Renato Oliva.
“Para os aposentados e outros beneficiários do INSS, a partir de agora, fica mais barato pegar um empréstimo.”
Tipos de Financiamento
Oliva afirma que os segurados têm quatro opções para obter um empréstimo: o empréstimo consignado, o cartão de crédito consignado, o empréstimo feito por parentes ou amigos e as outras opções de empréstimos disponíveis no mercado. Porém, o empréstimo consignado é o que oferece uma taxa mais atrativa.
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“A taxa de juros do empréstimo consignado é de até 2,5% ao mês. Já a do cartão consignado é de 3,5% ao mês. Enquanto que a taxa de outros produtos de financiamento variam entre 6% e 13%, dependendo do produto”, disse.
Mudanças
Na opinião de Oliva, durante esse período de 15 meses, no qual, o segurado do INSS podia comprometer até 20% de sua renda com o crédito consignado tradicional, acarretou uma migração para opções de financiamentos mais caras.
“Com essa possibilidade de comprometer até 30% da renda na concessão de crédito consignado tradicional o aposentado poderá utilizar esse recurso para quitar dívidas mais caras”.
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Benefícios
Além disso, segundo Oliva, o beneficiário do INSS terá um maior volume de dinheiro para financiar suas necessidades.
“O aposentado não tem o hábito de utilizar o cartão de crédito. Além disso, essa opção era limitada, uma vez que não havia a possibilidade de sacar o dinheiro. O cartão tinha que ser utilizado diretamente nas lojas, como, por exemplo, para ir ao supermercado. Agora, o segurado pode sacar o dinheiro da conta e usar onde ele quiser”, finaliza Oliva.