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SÃO PAULO – Ações de instituições financeiras de grande porte sustentam expressivas variações em uma quinta-feira (19) volátil em Wall Street. O impulso dado pelo BC norte-americano em estimular empréstimos segue movimentando os papéis de AIG (American International Group) e Citigroup.
Mesmo com referências menos favoráveis reveladas por pares setoriais, as ações da seguradora disparam 28,3% e as do banco saltam 9,7%. Na véspera, o Federal Reserve anunciou medidas para descongelar o mercado de crédito e estimular o crescimento econômico. Como a compra de até US$ 300 bilhões em Treasuries de longo prazo nos próximos seis meses e a ampliação do orçamento para adquirir US$ 750 bilhões adicionais em títulos com lastro em hipotecas.
Em se tratando do Citi, também contribui para a performance os planos de reverter o desdobramento de ações para ajustar a base acionária. Atualmente acima de US$ 3, o papel chegou a valer menos de US$ 1 neste mês. Há fundos de pensão que são, inclusive, proibidos de investir em ativos abaixo de US$ 5.
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Outros bancos
Nem todos os papéis do setor financeiro norte-americano podem comemorar uma disparada. Os títulos de JPMorgan, Bank of America e Wells Fargo, por sua vez, recuam 4,6%, 3,9% e 3,5%, respectivamente.
Exerce pressão vendedora a redução no rating de dívida da gigante de seguros de vida Prudential Financial. As ações desta despencam 14,8%, em reflexo à decisão da agência de classificação de risco Moody’s Investor Service, que teme perdas adicionais oriundas de investimentos.
Até porque o panorama para o sistema permanece marcado de incertezas. Ainda que a General Electric tenha assegurado nesta sessão que seu braço financeiro está operando com uma posição de liquidez “extremamente forte”, devendo ser rentável em 2009. Os ativos da GE sobem 6,2%. As bolsas dos EUA operam sem tendência.