Volume de cheques devolvidos avança 11,56% em outubro, aponta Equifax

No décimo mês do ano, 2.388.604 folhas voltaram sem fundos; Equifax atribui resultado à crise financeira

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SÃO PAULO – A quantidade de cheques devolvidos em outubro, por falta de fundos, aumentou 11,56% em relação a setembro. Na comparação com o mesmo mês de 2007, porém, houve queda de 0,18%.

De acordo com levantamento da Equifax, no décimo mês do ano, foram devolvidos 2.388.604 cheques por falta de fundos.

Retração

Segundo Alcides Leite, coordenador do Centro do Conhecimento Equifax, o aumento do volume de cheques devolvidos em outubro, na comparação com o mês anterior, foi resultado dos primeiros efeitos da crise financeira internacional, com redução da liquidez no mercado financeiro, elevação dos juros e maior comprometimento da renda familiar, além de mais de dias úteis no mês.

“Tal condição ainda não configura uma situação de inadimplência elevada, no entanto, é necessário que as empresas aumentem a precaução com a política de concessão de crédito, fazendo uso mais corriqueiro dos instrumentos de consulta disponíveis”, explica o especialista.

Títulos protestados

Ainda segundo o levantamento, o número de títulos protestados em outubro caiu 5,60% frente a setembro. No décimo mês do ano, houve 664.246 protestos, contra 703.683 um mês antes.

Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando 699.961 títulos foram protestados, houve queda de 5,10% no volume. A redução no volume de título protestados, em outubro, alterou a trajetória de declínio verificada no comportamento dos títulos.

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Sobre a pesquisa

A análise de inadimplência da Equifax é baseada em informações públicas fornecidas pelo Banco Central, por meio de cartórios, juntas comerciais, fóruns e a partir das transações comerciais realizadas por 28 mil clientes em todo o País.

O banco de dados registra 338,8 milhões de informações positivas, 121 milhões sobre cheques sem fundos, 31,5 milhões de títulos protestados, 137,7 mil informações sobre falências, concordatas e recuperações judiciais e 8,7 mil registros de empresas golpistas.