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SÃO PAULO – “Existem dois tipos de empresas: as que vão crescer menos e as que vão encolher. Estamos na primeira categoria”. As palavras pertencem ao diretor de Relações com Investidores da CSU CardSystem (CARD3), Décio Burd, que falou com a InfoMoney após a divulgação dos resultados referentes ao terceiro trimestre, na quinta-feira (6).
A resposta no mercado foi positiva. Em dia de perdas de mais de 3% do Ibovespa, as ações da administradora de meios eletrônicos de pagamento fecharam a última quinta-feira (6) em alta de 5,29%, cotadas a R$ 2,39. “Óbvio que a crise vai fazer com que alguma pessoa não possa ter cartão, mas ainda vamos crescer de forma expressiva em 2009”, continuou.
A empresa registrou lucro líquido de R$ 1 milhão no período, revertendo a situação de prejuízo apresentada nos anos de 2006 e 2007. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 16,7 milhões, alta de 40%, na comparação com o intervalo de julho a setembro de 2007.
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Margem
A margem operacional bruta do segmento de cartões – foco principal da estratégia de expansão da CSU -, entretanto, apresentou diminuição em relação à 2007. “A margem diminui pela emissão maciça de novos cartões. Os cartões novos em um primeiro momento têm um custo maior, que é o custo da remessa”, disse Burd.
Mantendo a tendência dos últimos trimestres, o número de cartões cadastrados bateu novo recorde. Foram 5,2 milhões de novos plásticos emitidos em nove meses. Entre os novos clientes, destaque para os contratos com Carrefour, Porto Seguro e Omni Financeira, que entraram em operação.
“No âmbito das perspectivas, o grande driver de crescimento são os cartões das redes varejistas. Como o cartão tem o crédito pré-estabelecido, ele acaba sendo um instrumento importante numa época como esta”, finaliza Burd.