Inadimplência com cheques fica estável nos dez primeiros meses de 2008

Indicador de cheques sem fundos atingiu 19,6 folhas a cada mil compensações, o que representa estabilidade ante 2007

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SÃO PAULO – A inadimplência com cheques registrou estabilidade no acumulado dos dez primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2007. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (19) pela Serasa.

No acumulado até outubro deste ano, o indicador de folhas sem fundos atingiu 19,6 cheques a cada mil compensações. Isso significa que, de janeiro a outubro de 2008, um total de 1,17 bilhão de cheques foi compensado em todo o País, enquanto 22,89 milhões retornaram por falta de fundos.

Nos dez primeiros meses de 2007, houve 1,29 bilhão de compensações e 25,25 milhões de devoluções.

Em outubro

No décimo mês de 2008, o indicador de folhas sem fundos atingiu 20,1 a cada mil compensações (118,56 milhões de cheques compensados e 2,39 milhões de devolvidos). Já em outubro do ano passado, o índice era de 17,8 cheques devolvidos por mil compensados, o que significou uma alta de 12,9% no período.

Em outubro de 2007, houve um total de 133,87 milhões de cheques compensados e de 2,39 milhões de cheques devolvidos por falta de fundos.

Compensações e devoluções

Comparando os resultados de outubro de 2008 com o mês anterior, os índices aumentaram 12,3%. No nono mês deste ano, foram devolvidos 17,9 cheques para cada mil, ou seja, houve 119,49 milhões de compensações e 2,14 milhões de devoluções.

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Inadimplência

Para os técnicos da Serasa, apesar do aumento na devolução dos cheques em outubro de 2008, frente a setembro, o patamar de 20,1 cheques devolvidos a cada mil compensados ainda é baixo frente ao dos meses de março (20,8), abril (20,9) e maio (21,2) deste ano.

O maior endividamento por parte da população responde pelo crescimento dos cheques devolvidos por falta de fundos nas comparações de outubro deste ano com o do ano passado e outubro e setembro, em que também há um efeito calendário. O 10º mês do ano (23 dias úteis) conta com um dia útil a mais que setembro (22). Dessa forma, a crise financeira ainda não afeta a inadimplência com cheques.