Sinais visuais podem ajudar usuário a reconhecer sites de banco seguros

Muitas vezes, falhas nos próprios sites de bancos podem ser brecha para falsificar páginas e roubar informações

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SÃO PAULO – Hoje em dia, ir ao banco já não é mais ação tão freqüente para muitos. A internet tornou possível realizar a maioria das operações bancárias em casa, pelo computador, sem filas e perda de tempo. Acontece que, tão grandes quanto a praticidade, são as chances dos clientes de bancos serem alvo de fraudes, podendo perder não apenas informações confidenciais, mas também dinheiro.

Pistas visuais

Entretanto, apesar dos riscos, originados tanto por brechas nos sites quanto pela ação de criminosos que dominam a tecnologia da web, existem dicas que o usuário pode aproveitar para certificar-se de que a página que estão acessando é realmente autêntica, e que os dados informados serão transmitidos de forma segura. Ao acessar a homepage de bancos, o usuário deve procurar por alguns sinais visuais que confirmem a segurança da página.

O primeiro diz respeito ao endereço da página. A maioria deles começa com “http”. Se o endereço da página tiver um “s” após o “p” (https), significa que a informação compartilhada está criptografada, dificultando a visualização das mesmas por eventuais criminosos. Se o endereço da página não tiver o “s” extra, ela não é criptografada, e fica fácil para alguém que detenha os conhecimentos necessários acessar as informações.

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Cadeado

Outro modo de confirmar se a página em que se está navegando é segura é o ícone do cadeado, que deve estar presente em algum lugar do browser. Os principais softwares trazem a figura do cadeado quando estão acessando uma página segura.

É importante que o ícone do cadeado esteja na interface do browser, e não no conteúdo da página do banco. Muitos criminosos, na tentativa de enganar os usuários, colocam a figura no conteúdo das páginas.

Endereços suspeitos

Deve-se prestar atenção especial no endereço da página navegada. Muitos sites fraudulentos tentam deixar o endereço o mais similar possível ao da página real do banco, para atrair as vítimas menos habituadas ao uso do banco pela internet.

Sites suspeitos acrescentam um domínio desconhecido ao endereço da página do banco, antes ou depois do nome verdadeiro. Endereços como “www.nomedobanco.domínio.com.br”, ou “www.domínio.com.br/nomedobanco” são exemplos de possíveis fraudes, já que o endereço verdadeiro dos bancos geralmente se apresenta como “www.nomedobanco.com.br”.

Além dos sinais visuais, um detalhe que vale ser sempre enfatizado diz respeito ao modo como se acessa as páginas dos bancos. O usuário nunca deve clicar em links recebidos por e-mail. Para entrar no site, é melhor sempre digitar o endereço completo na barra de endereços do browser, evitando assim o redirecionamento para páginas não seguras.

Falhas nos sites

Um estudo desenvolvido por especialistas do departamento de engenharia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mostrou que uma série de falhas nos sites dos bancos pode tornar o usuário vulnerável ao ataque de ladrões virtuais de dinheiro e identidades.

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De acordo com o estudo, as falhas se originam do fluxo e do desenho dos sites. As falhas incluem colocar caixas de identificação de usuários e informações de contatos em páginas inseguras da web. Além disso, os bancos também erram, muitas vezes, ao não manter o usuário sempre dentro de um mesmo domínio, muitas vezes redirecionando-os para páginas sem segurança, fora do servidor do banco.

Outra falha comum dos bancos, que pode levar a fraudes, é permitir que os usuários escolham senhas “fracas” – senhas curtas ou sugestivas, como datas de aniversário, números de documentos, seqüências numéricas óbvias, dentre outras.