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Informações: internet é a principal fonte para jovens investidores

Entre os investidores mais experientes, com 60 anos ou mais, a preferência é por consultores financeiros

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SÃO PAULO – Na hora de começar a investir ou de rever aplicações, a informação é essencial, seja para ajudá-lo a escolher a melhor alternativa para seus objetivos, seja para orientá-lo no acompanhamento de seus investimentos.

Pesquisa da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, sobre o comportamento dos investidores em diferentes idades, mostra que, entre os mais jovens, com idade entre 20 e 39 anos, a internet é a principal fonte de informação quando o assunto é investimento.

Em avaliação promovida pela InfoMoney, numa escala de 0 a 10, 16,18% dos usuários do portal deram nota 8 para a cobertura do mercado financeiro na internet.

Frente à pergunta: “que nota você daria para a cobertura do mercado financeiro na internet?”, cerca de 8,16% dos usuários do portal atribuíram nota mínima, enquanto 14,79% votaram na nota máxima. A média ponderada da avaliação foi 6,27.

Consultores são fontes preferidas dos mais velhos

De acordo com o estudo norte-americano, pouco mais de 20% dos jovens usam a internet na busca de conhecimento e dicas sobre investimentos. Em segundo lugar na preferência, estão os jornais (17,5%) e os consultores financeiros (17,4%).

Segundo os dados, entre os investidores mais experientes, com 60 anos ou mais, a preferência por consultores é “esmagadora”. Enquanto, na média, 30% se utilizam dos “advisors” como fonte, entre os mais velhos, esse percentual é de 45,2%.

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Para a economista Tahira Hira, uma das autoras do estudo, não é possível saber ao certo o porquê desta preferência dos maiores de 60 anos. “Na minha opinião, como são mais experientes, eles têm um maior conhecimento sobre o papel de um consultor financeiro e sobre como este profissional pode ajudar”.

Para ela, com base nos dados, é possível que a opinião dos mais jovens mude com a idade.

Contato e segurança

O levantamento norte-americano também questionou, entre os investidores que não usam a internet como fonte de informação, o por quê desta opção.

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Segundo os números, a maioria (82,4%) respondeu que não utiliza a rede pois prefere trabalhar com pessoas. Esse percentual, inclusive, foi verificado, principalmente, entre os investidores mais experientes – mais uma razão, talvez, pela preferência pelo consultor financeiro.

Segurança (44%) e sites confusos (37,9%) foram outros pontos levantados pelos investidores adeptos ao contato pessoal.

Mudança nacional

De acordo com dados divulgados pelo Ibope//NetRatings, em julho, o número de visitantes únicos a sites da categoria de “Finanças, Seguros e Investimentos” cresceu 5,9%, atingindo 9,7 milhões.

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Segundo o gerente de análises do grupo, Alexandre Sanches Magalhães, um dos motivos que fez com que os brasileiros usassem novamente os serviços financeiros foi a confiança nas instituições financeiras, algo que é histórico, apesar de ter sido abalado a partir de 2003 – quando houve campanhas alertando os internautas sobre falsos sites de bancos e fraudes, e os brasileiros passaram a usar menos os serviços financeiros pela internet residencial. Segundo explicou Magalhães, as pessoas podem não confiar na internet, mas sabem que, se algum problema ocorrer, a instituição financeira irá ressarcir.

“A volta ao uso dos serviços financeiros pela internet ainda é justificada por um brasileiro mais maduro em relação à internet”, finaliza Magalhães.