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SÃO PAULO – Bolsas internacionais, relatórios das corretoras, indicadores, notícias do caderno de economia. Muitos investidores se perguntam se para operar com ações é preciso estar sempre “antenado” em tudo o que está acontecendo no mercado e acompanhar os principais fatos da economia.
O analista-chefe da SLW corretora, Pedro Galdi, ressalta que a bolsa de valores reflete aquilo que acontece no cenário econômico, por isso, é fundamental que os investidores que operam nesse mercado estejam sempre atentos às notícias e aos relatórios das corretoras.
“O problema é que muitas pessoas não têm tempo para acompanhar as notícias e nem de ler os relatórios emitidos pelos analistas das corretoras. Neste caso, o ideal é procurar um consultor”, aponta Galdi.
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Para o especialista, para aqueles que têm disponibilidade, é sempre bom ficar atento a esses relatórios, além de acompanhar o que está acontecendo nos setores e também se atentar para os índices das bolsas internacionais.
“Na Ásia, olhamos mais para a Bolsa do Japão e da China. Também é importante se atentar para as bolsas europeias e para os Estados Unidos, com o Índice Dow Jones”, afirma.
Além das bolsas, o operador sênior da coprretora TOV, Júlio Mora, afirma que é importante acompanhar os indicadores econômicos divulgados, especialmente aqueles ligados à economia norte-americana. “Esses indicadores podem mudar o rumo do mercado ao longo do pregão, o que chamamos de intraday”, diz Mora.
Do outro lado do mundo
Um exemplo claro da importância de olhar notícias diariamente foi a forte queda do índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, na última terça-feira (15). O referencial japonês despencou 10,55% por conta da tensão econômica gerada no país depois do terremoto e do tsunami ocorridos na semana anterior.
Com isso, os investidores ficam mais cautelosos e a aversão ao risco aumenta. “Uma notícia importante que envolve macroeconomia, como essa, acaba influenciando todos os setores da Bolsa”, afirma o diretor do Easyinvest, Amerson Magalhães.
Mas, para Magalhães, exceto nesses casos de acontecimentos muito relevantes, o investidor não precisa acompanhar todas as notícias de todos os setores. “É importante que ele leia e se mantenha sempre bem informado pelo menos sobre aquele setor no qual a empresa que possui ações está inserida”, aponta.
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Longo prazo
No caso dos investidores que operam no longo prazo, a opinião dos especialistas se divide. Para Galdi, mesmo aqueles que não fazem transações com frequência e permanecem com as ações por um grande período de tempo, precisam estar sempre bem informados e acompanhando o mercado de perto.
“Há muitos anos, por exemplo, as ações da Paranapanema e da Telebras eram consideradas as “blue chips” (ações com maior liquidez e volume de negócios) da Bovespa. Mas hoje em dia elas perderam quase todo seu valor. Se o investidor de longo prazo comprar ações e deixar de acompanhar, pode acabar com um enorme prejuízo”, exemplifica Galdi.
Já o diretor do Easynvest acredita que quem opera com objetivos no longo prazo não precisa ficar tão atento assim. “Ficar atento a tudo que acontece no mercado é mais para aqueles que compram e vendem no curto prazo. Esses precisam acompanhar o tempo todo, aliás, o dia todo”, aponta. “Se bem que é muito difícil um investidor que não olhe sempre, pelo menos a cotação de seus papéis no final do dia”, aponta Magalhães.
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O operador sênior da corretora TOV concorda. “Para os investidores de longo prazo, que não operam comprando e vendendo papéis todos os dias, não é necessário um acompanhamento tão próximo”, diz. “É importante ‘ficar ligado’ no que está acontecendo, mas não é necessário tanto”, completa Mora.