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SÃO PAULO – As recentes mudanças no IMA, índice que mede a rentabilidade dos títulos públicos no Brasil, tornaram o indicador mais eficiente e aceito pelo mercado, de acordo com a STN (Secretaria do Tesouro Nacional).
Uma das alterações aconteceu no período de rebalanceamento do índice, que passou a ser mensal em vez de diário. Segundo a STN, a mudança facilitou o trabalho do gestor do fundo, que pode replicar de forma mais eficiente a composição do índice na carteira de investimentos.
Além disso, os critérios de escolha dos títulos que compõem as carteiras também mudaram. O índice relacionado aos títulos prefixados (IRF-M) recebeu subdivisões e passou a contar com carteiras representativas de títulos de prazo até um ano e acima de um ano, o que, segundo o Tesouro Nacional, aproximou o IMA de outros fundos atrelados a índices de curtíssimo prazo e aumentou a concorrência com eles.
Outra mudança veio por meio da Resolução nº 3.922, que determinou que a parcela dos recursos aplicados em renda fixa, envolvendo títulos públicos federais das entidades do Regime Próprio de Previdência Social, tivesse a rentabilidade do IMA ou uma combinação de seus subíndices como parâmetro. De acordo com o Tesouro Nacional, antes disso, não havia nenhuma base definida para essas entidades em termos de rentabilidade, o que direcionou os fundos de pensão a investirem em aplicações com perfil mais adequado à sua realidade.
O que é
O IMA é uma família de índices de investimento criada em 2005 pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Atualmente, 112 fundos, de 27 gestores, utilizam algum índice dessa família como referência, totalizando um patrimônio líquido de R$ 40 bilhões.
O índice é calculado pela média de outros subíndices: IRF-M (Índice de Renda Fixa de Mercado), IMA-S (Índice de Mercado da Andima série S), IMA-B (Índice de Mercado da Andima série B) e IMA-C (Índice de Mercado da Andima série C). Cada um dos subíndices é calculado a partir de um tipo diferente de título.
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Títulos do tipo NTN-B, cuja rentabilidade é calculada a partir de juros prefixados mais correção pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), compõem o IMA-B. O IMA-C é composto por títulos do tipo NTN-C, com rentabilidade calculada a partir de juros prefixados mais correção pelo IGP-M. Já o IRF-M é formado por títulos prefixados, como LTN e NTN-F e o IMA-S por títulos atrelados à Selic, como a LFT.
Com a formação de cada índice IMA, o investidor pode escolher a aplicação que tenha o seu perfil. Se ele acreditar, por exemplo, que o título atrelado à taxa Selic é a melhor opção, deve investir em fundos que adotem como parâmetro o IMA-S.