Volume de cheques devolvidos cresce 9,76% em março, aponta Equifax

No terceiro mês do ano, 2.442.962 folhas voltaram sem fundos, 24,39% a menos do que um ano antes

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SÃO PAULO – A quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos cresceu 9,76% em março, em relação ao mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês de 2007, houve queda de 24,39%.

De acordo com a Equifax, que divulgou seu estudo nesta segunda-feira (14), no terceiro mês do ano, foram devolvidos 2.442.962 cheques por falta de fundos.

Recuperação

Para o coordenador do Centro de Conhecimento Equifax, Alcides Leite, a alta do número de cheques devolvidos deve-se ao maior número de dias úteis do mês de março, frente ao mês anterior, e ao acúmulo de compromissos assumidos pelos consumidores no final do ano passado e início deste, “que sobrecarregaram o mês”.

Já em relação ao mesmo período de 2007, ele justifica a queda em virtude do aumento do poder de compra das famílias e a redução da taxa de juros no período. Outro motivo apontado foi a migração para os meios eletrônicos de pagamento, uma tendência crescente entre os consumidores.

Títulos protestados

Ainda segundo o levantamento, o número de títulos protestados em março aumentou em 12,90% frente a fevereiro. No terceiro mês do ano, houve 1.080.714 protestos, contra 957.237 um mês antes.

Já na comparação com o terceiro mês do ano passado, quando 828.007 títulos foram protestados, houve aumento de 30,52% no volume. O elevado crescimento do volume de títulos protestados é conseqüência de problemas com fluxo de caixa e com a expansão do volume de endividamento das empresas.

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Sobre a pesquisa

A análise de inadimplência da Equifax é baseada em informações públicas fornecidas pelo Banco Central, por meio de cartórios, juntas comerciais, fóruns e a partir das transações comerciais realizadas por 28 mil clientes em todo o País.

O banco de dados registra 338,8 milhões de informações positivas, 121 milhões sobre cheques sem fundos, 31,5 milhões de títulos protestados, 137,7 mil informações sobre falências, concordatas e recuperações judiciais e 8,7 mil registros de empresas golpistas.