Small Caps: Dasa vai desacelerar expansão para colher resultados

Empresa ainda objetiva consolidação, mas agora visa ganhar com a maturação de unidades, explica gerente de RI

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SÃO PAULO – Ao apresentar o resultado do ano passado, a Dasa (DASA3) – Diagnósticos da América – definiu que 2008 seria um ano de “aceleração do crescimento”, levado principalmente por novas aquisições e pela maturação das novas unidades.

A Dasa tem 44 anos de existência e desde 2004 é uma empresa de capital aberto. Tem 12 marcas sob seu controle, no segmento de serviços de medicina diagnóstica.

Primeiro resultado

De acordo com Tharso Bossolani, gerente de relações com investidores da empresa, o primeiro trimestre deste ano, com divulgação agendada para o próximo dia 8, já revelará sinais de que a agressiva expansão da empresa vista no último exercício está começando a gerar frutos.

“As unidades que abrimos em 2006 começaram a maturar e a diluir custos fixos. No primeiro trimestre de 2008, essa maturação se acelerou. Essa é a tendência daqui pra frente, pois vamos abrir menos unidades, que serão 20 nesse ano”, aponta Bossolani.

Ainda sobre o próximo resultado trimestral, o gerente também adianta que “vamos bater o recorde histórico de aumento da receita, que é de 25%, pela terceira vez”.

Setor público

No ano passado, a Dasa adquiriu o laboratório CientíficaLab, que presta serviços de análises clínicas a hospitais administrados pelo governo. “A lei de responsabilidade fiscal que determina que 12% das arrecadações do estado e 15% do município devem ser aplicadas em saúde, está sendo cumprida assiduamente”, avalia Bossolani quando questionado a respeito das vantagens do negócio.

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Além disso, os pagamentos aos prestadores privados de serviços, que antes precisavam da aprovação do Governo Federal, agora são feitos diretamente pelas administrações públicas locais, “o que diminui substancialmente o risco de crédito”, afirma.

Estratégias

Com o objetivo de expandir-se e consolidar-se dentro do mercado brasileiro, a companhia ainda tem planos de adquirir novos laboratórios, apesar de ter reduzido o capex para os próximos três anos, de R$ 215 milhões (em 2007) para R$ 100 milhões.

Bossolani explica como se dá o processo de crescimento: “A estratégia é comprar unidades de análises clínicas, que nos trazem uma base de clientes grande, e então introduzir serviços de imagens. Assim, capturamos100% da receita que esses pacientes trazem, pois eles realizam os exames todos num só lugar. Na seqüência, abrimos mais unidades, com vista em trazer mais capilaridade ao negócio”.

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População de baixa renda

A faixa de renda que mais cresce no Brasil, a classe C, está na mira da Dasa. Relatório divulgado pela Tendências Consultoria apontou que o ambiente econômico favorável permitiu que este classe aumentasse de 63 milhões para 86 milhões de pessoas entre 2005 e 2007.

“Temos um laboratório popular, com atendimento em 105 unidades standard da Dasa. Este sistema cobra o mesmo valor que é pago pelos planos de saúde para pessoas que não têm esse tipo de convênio. Hoje ele fatura mais de R$ 1,8 milhões por mês”, explica Bossolani.”Vamos expandir esse programa para todas as unidades do Lavoisier. O que interessa é aumentar escala”, completa o gerente.

Governança corporativa

Desde 2007, o capital da Dasa é pulverizado, sendo que apenas 6% das ações ficaram nas mãos de Caio Auriemo, um dos fundadores da companhia, e outros 13% estão na posse do Banco Pátria. O conselho fiscal tem representação de acionistas minoritários. Já o conselho de administração tem sete membros, quatro deles independentes.

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Ações

Os papéis da empresa sofreram perdas nos últimos meses. “Esperamos uma melhora para os papéis, principalmente após a divulgação do primeiro trimestre deste ano”, prevê Bossolani.

Analistas estão otimistas. A Fator Corretora estipula preço-alvo de R$ 52,14 para a ação ordinária, um upside de 49,4%. O banco de investimentos Merrill Lynch coloca a empresa entre as apostas de compra e confia na maturação das unidades novas.